segunda-feira, 1 de junho de 2009

A FALÁCIA DA UNIDADE CATÓLICA




Já virou jargão religioso os fiéis católicos acusarem os evangélicos de “seita” por serem pertencentes a uma diversidade denominacional. Esse discurso simplório já chegou às minhas mãos em forma de texto escrito – uma carta. Colocaram na caixa de correspondência da Igreja que pastoreio. E em meio a vários sofismas doutrinários fazendo apologia ao catolicismo romano e injúrias dirigidas ao povo evangélico contido nesse texto, o que me chamou mais atenção foi a seguinte frase, datilografada em máquina de escrever, em seu rodapé:

“Advertência bíblica contra divisão/desunião: Mt.12.25; 16.18; 1Co.1.10; 14.33; Ef.4.3-6 ... Deus da UNIDADE .... Todas as Igrejas Católicas são UNIDAS*. Aliciadores das seitas, iluminadas p/ maligno promovem desunião”.

VEJAMOS AGORA QUAL O INTERESSE DESSE ARGUMENTO E QUEM É QUE PROMOVE VERDADEIRAMENTE A DESUNIÃO:

A Igreja Católica Apostólica Romana (doravante chamarei ICAR para evitar repetição da mesma frase) tem usado essa falácia como “fundamento de verdade” ou de “igreja verdadeira”. Ora, Jesus deixou entendido que o reino de Satanás é unido (Lc.11.18) e nem por isso significa dizer que Satanás e seus demônios são verdadeiros. É bom lembrar que ele é o pai da mentira (Jo.8.44). Esse argumento é só uma camuflagem para cobrir as verdadeiras intenções:

1) Fortalecer a hegemonia da ICAR tão ameaçada nesses últimos anos. Principalmente aqui no Brasil;
2) Reconquistar o antigo monopólio medieval da fé cristã, algo que a ICAR tem nostalgia;
3) Justificar a falta de argumentos bíblicos diante das objeções evangélicas aos dogmas da ICAR.

Assim, com o uso da falácia de “UNIDADE” a ICAR tenta passar adiante suas verdadeiras intenções aqui desmascaradas.

É tão provável que as intenções supracitadas são verdadeiras que não encontramos sustentação bíblica que venha legitimar o argumento de “UNIDADE” do jeito que a ICAR apresenta. Se não vejamos:

sábado, 2 de maio de 2009

A Igreja Evangélica Voz da Verdade é uma seita?


Toda a problemática da Igreja Evangélica Voz da Verdade com as igrejas cristãs evangélicas (doravante se chamará IEVV para evitar repetição da mesma frase) está focada na sua oposição a Doutrina Trinitariana (1). Veja a confusão provocada pelo conjunto musical deles em um evento gospel AQUI

Portanto, é preciso dizer em bom tom aqui que a IEVV é uma seita, por causa de sua posição sectarista de apontar que sua doutrina unicista é a verdade e a doutrina trinitariana é a mentira, enquanto que as declarações da igreja cristã desde o seu início de liberdade de culto é a Trindade que é verdadeira, e o unitarismo e unicismo foram amplamente refutados, e os pais intelectuais destas heresias (bispos: Ário e Sabélio) foram afastados da igreja cristã como hereges.

Os credos primitivos da igreja cristã: Apostólico (2), Niceno (3) e Atanasiano (4), falam sobre a Trindade. Vejamos só um trecho de um dos credos citados acima: “... E a fé cristã consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas e sem dividir a substância. Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; Mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo...”. (Atanasiano). Os credos dos reformadores da igreja cristã falam: “25. Por que você fala de três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, visto que há um só Deus? R. Porque Deus se revelou, em sua Palavra, de tal maneira que estas três Pessoas distintas são o único, verdadeiro e eterno Deus.” (Catecismo de Heidelberg) (5). “Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas prioridades pessoais”. (Catecismo Maior de Westminster) (6).

Temos também a definição doutrinária do Instituto Cristão de Pesquisas, que diz: “Há um só Deus eterno, poderoso e perfeito, distinto em sua trindade: Pai, Filho e Espírito Santo”.

E ainda, do meio do movimento pentecostal se diz: “Creio em um só Deus eternamente subsistente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo”. (Igrejas Assembleias de Deus).

Mesmo diante de toda a unanimidade da Igreja de Cristo. O material intitulado “Instrução Inicial Pró-batismo”, produzido pela IEVV, assim declara: “Quando a Bíblia se refere a Deus, está falando no Espírito Santo que é o Pai, Criador e Senhor de todas as Coisas. Jesus tanto é o Pai, como é o Filho... Jesus pode ser Pai e também o Filho? É muito lógico que sim, pois ele é Deus”. Em outra parte dizem: “Qual é o significado da palavra trindade? Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de Satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade”. O conjunto musical “Voz da Verdade”, que muitos evangélicos incautos e pastores desinformados escutam, fizeram um oposição à doutrina da trindade em um CD. O conteúdo deste CD você pode ouvir no link a seguir, onde começam com a canção "Imagem de Deus", e entre ataques diretos a doutrina Trinitariana, colocam mais duas canções: "Tu Me Amas?" e "Deus Conosco". Os títulos dos assuntos abordados no CD são: "O mistério de Deus: Cristo", "O que Deus diz de si mesmo?", "Quem é Jesus?" e "O batismo das águas". Ouça:

Refuta CD voz da verdade

O Instituto Cristão de Pesquisas – ICP, já havia dado um alerta sobre o assunto na revista Defesa da Fé, número 50. CONFIRA AQUI

Portanto, para que a pergunta apresentada em nosso título, e já respondida aqui, seja comprovada, precisamos ir para a Bíblia Sagrada. Que é a autoridade final em matéria de religião, fé e doutrina para que venhamos a compreender que as afirmações da IEVV são mentirosas e que o ensinamento unicista é que uma mentira.

Vamos por temas:

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ESPIRITISMO


O espiritismo é, sem dúvida, uma das heresias que mais cresce no mundo hoje. O ser humano sente a necessidade de sair em busca de Deus, no entanto essa busca nem sempre leva ao caminho da vida (Pv.14.12). Muitas vezes o que leva ao homem a procurar o espiritismo é a saudade que ele tem de seus parentes falecidos (esposas, esposos, filhos, primos, tia, avó, e etc.). Isto acontece porque o espiritismo alimenta o ensino da comunicação com os mortos.

Alheio a Palavra de Deus (a Bíblia Sagrada) e divorciado da comunidade cristã, o espiritismo tem se escondido por trás de uma couraça filosófica e com um linguajar de "cristão". Contudo, negam os fundamentos da fé cristã e no seu acervo de ensinos se comprova que é uma religião.

RESUMO HISTÓRICO

O espiritismo, enquanto tentativa de contato com os mortos, faz parte da tradição de vários povos, como os egípcios, caldeus, assírios, etc. O espiritismo que hoje se expande no Brasil e no mundo nada mais é do que a continuação da necromancia e do ocultismo praticado pelos povos antigos. O espiritismo deriva de religiões tais como o Animismo, hinduísmo e budismo. Porém, em sua forma moderna como hoje é conhecido, o seu ressurgimento se deve a duas jovens norte-americanas, Margaret e Kate Fox, de Hydeville, Estado de Nova Iorque.

Em Dezembro de 1847, Margaret e Kate, respectivamente de 12 e 10 anos (conhecidas como as irmãs Fox), começaram a ouvir pancadas em diferentes pontos da casa onde moravam. A princípio julgaram que esses ruídos fossem produzidos por ratos e camundongos que infestavam a casa. Porém, quando os lençóis começaram a ser arrancados das camas por mãos invisíveis, cadeiras e mesas tiradas dos seus lugares, e uma mão fria tocou no rosto duma das meninas, percebeu-se que o que estava acontecendo eram fenômenos sobrenaturais. A partir daí, as meninas criaram um meio de comunicar-se com o autor dos ruídos, que respondia às perguntas com um determinado número de pancadas.

Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, propagaram-se sessões espíritas por toda a América do Norte. Na Inglaterra, porém, a consulta dos mortos já era muito popular entre as camadas sociais mais elevadas. Por conseguinte, os médiuns norte-americanos encontraram ali solo fértil, onde a semente do supersticionismo espiritista haveria de ser semeada, nascer, crescer, florescer e frutificar. Na época, outros países da Europa também foram visitados com sucesso pelos espíritas norte-americanos.

Na França, a figura de Allan Kardec é a principal dos arraiais espiritistas. Léon Hippolyte Rival (o verdadeiro nome de Allan Kardec), nascido em Lião, em 1804, filho de um advogado, tomou o pseudônimo de Allan Kardec por acreditar ser ele a reencarnação dum poeta celta com esse nome. Dizia ter recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou O Livro dos Espíritos, que muito contribuiu na propaganda espiritista. Dotado de inteligência e inigualável sagacidade, estudou toda literatura afim disponível na Inglaterra e nos Estados Unidos, e dizia introduzir no espiritismo a idéia da reencarnação. De 1861 a 1867, publicou quatro livros: Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Céu e Inferno e Gênesis. Homem dotado de características físicas e mentais de grande resistência, Allan Kardec foi apóstolo das novas idéias que haveriam de influir na organização do espiritismo. Fundou A Revista Espírita, periódico mensal editado em vários idiomas. Ele mesmo assentou as bases da “Sociedade Continuadora da Missão de Allan Kardec”. Morreu em 1869.

SUBDIVISÕES DO ESPIRITISMO

domingo, 1 de março de 2009

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita?


Toda seita adiciona algo a Palavra de Deus (a Bíblia), subtrai algo da pessoa de Jesus, multiplica por obras a obra da salvação e divide a fidelidade entre Deus e a organização. Baseado nessas quatro operações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia possui forte identificação:

Adicionam algo à Bíblia: Para os adventistas os escritos da senhora, já falecida, Ellen Gould White são tidos como sagrados tanto quanto a Bíblia: “CREMOS QUE: Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto desta inspiração, têm aplicação especial para os adventistas do sétimo dia. NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas”. (Revista Adventista de fevereiro de 1984, p.37). Sem qualquer constrangimento afirmam: “Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia”. (A Sacudidura e os 144.000, p.117). O que é o “Espírito de Profecia” adicionado a Bíblia? Eles mesmos dizem: “... E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como “O Desejado de Todas as Nações”; “O Conflito dos Séculos” e “Patriarcas e Profetas”, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente”. (“Orientação Profética No Movimento Adventista”; Associação Ministerial da Divisão Sulamericana, Publicações de Ellen Gould White, 1965 p.45).

Subtraem algo da pessoa de Jesus: Um adventista leigo talvez não saiba disso. Mas o adventismo acredita que Jesus teve uma natureza pecaminosa. A própria senhora Ellen Gould White escreve em um dos livros tidos como “inspirados” tal qual a Bíblia que: “...Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação”. (O Desejado de Todas as Nações, Ellen Gould White. Editora CPB. 37ª edição, p.82). Outro livro adventista “Estudos Bíblicos”, (PPB. Edição 1979, pp. 140/41) confirma esse ensino da natureza pecaminosa de Jesus, dizendo: “Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo filho de Adão – uma natureza pecaminosa”. Aos questionadores leigos, vejam o livro "Nisto Cremos" disponível aqui no google drive do blog, na página 71,72 faz um discurso totalmente ambíguo: "Portanto, “a humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado". A Bíblia diz que somos pecadores (Rm.5.12; 1Jo.1.8), sendo, portanto, a nossa humanidade decaída (Rm.3.23; Rm.7.18).

Multiplicam por obra a obra da salvação: O adventismo multiplica por obra da salvação a guarda do sábado como veículo de salvação eterna. Segundo a senhora Ellen Gould White, ela declarou que: “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna”. (Testemunhos Seletos, vol. III, p.22 – 2ª edição, 1956).

Dividem a fidelidade entre Deus e a organização: O movimento adventista é um movimento exclusivista, onde só os pertencentes ao movimento são tidos como remanescentes da verdadeira igreja de Jesus. Percebemos isso quando sobre eles está escrito assim: “No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha tapando o muro e restaurando os lugares assolados...”. (Testemunhos Seletos, vol.II 2ª edição, 1956, p.356). O movimento adventista é tão convencido que só eles pertencem à igreja remanescente de Cristo que a senhora Ellen Gould White declarou: “Temos uma obra a fazer por ministros de outras igrejas. Deus quer que eles se salvem. Nossos ministros devem buscar aproximar-se dos ministros de outras denominações”. (Testemunhos Seletos, vol.II. p.386, 2ª edição – 1956).

CONCLUSÃO

Quanto a Bíblia, ela é a única e suficiente fonte de inspiração da igreja de Cristo. Os reformadores da igreja já diziam: “Sola Scriptura: Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para a nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposta na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação”. O movimento adventista, ao colocar os escritos de Ellen Gould White como "inspirados", se coloca na posição contrária a Bíblia. Pois a própria Bíblia nos adverte: “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso”. (Pv.30.6).

Quanto a Jesus, a Bíblia nos informa, e isso é suficiente para nós, que Cristo foi concebido sem pecado, conforme lemos em Mateus 1.18-23. O Jesus da Bíblia era santo, inocente, imaculado (Hb.7.26). Embora o adventismo assuma que Cristo não pecou, insistem em afirmar que ele tinha uma natureza pecaminosa. Enquanto a ortodoxia bíblica diz apenas que ele tinha a "semelhança" da natureza pecaminosa, confira Rm.8.3. E ainda, na encarnação, Jesus tornou-se "ser humano" e não "ser pecaminoso". O homem se tornou pecador depois da Queda. Cristo veio na semelhança de Adão antes da Queda, por isso sem pecado, e como filho de Deus, sem a possibilidade de pecar. Não que seja contraditório a afirmação que ele foi tentado (Hb.2.18), pois Adão foi tentado em seu estado original e não pecaminoso. Entretanto, sua capacidade de pecar é nula por ser divino e como Deus ele "não pode ser tentado pelo mal" (Tg.1.13). A ortodoxia bíblica reconhece a união hipostática das naturezas de Cristo: Deus (Jo.1.1) e homem (idem v.14). Cumprindo o seu papel de "mediador". Portanto, afirmar que Jesus tinha uma natureza pecaminosa e que ele esteve sujeito a pecar é subtrair algo da pessoa de Cristo, o que caracteriza uma seita.

Quanto à questão do sábado como veículo de salvação é flagrante legalismo. Reforçando mais ainda uma resposta positiva a nossa indagação. Uma vez que toda igreja cristã verdadeira, mesmo ciente da prática de boas obras, prega que a salvação é pela graça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo (Ef.1.7; 2.8,9; Rm.3.28; At.15.11; 16.31; 2Tm.1.9; Mc.16.16; Rm.10.13; Jo.3.16; 17.3).

Quanto ao exclusivismo da denominação adventista, podemos concluir uma coisa: que a igreja de Jesus Cristo não é definida por um rótulo denominacional ou seu tempo de existência, mas pela sua proclamação fiel da Palavra de Deus e de seu testemunho perante os homens (Jo.8.31; 13.35; 15.8; Mt.5.13-16; Tg.1.22-25). Do contrário, não passaremos de um aglomerado de fariseus (Mt.5.20).
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A denominação “Igreja Adventista” se inclui nas fileiras de outras tais como: Igreja Católica Romana, Igreja Local de Witness, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons), Igreja Tabernáculo da Fé e Testemunhas de Jeová, onde todas são unânimes em afirmar ou reivindicar uma exclusividade na terra de representarem "a verdadeira organização de Deus ou de Jesus Cristo". Maculando e distorcendo o que venha ser realmente “igreja” do Senhor Jesus Cristo. E mergulhando juntas no esgoto da prepotência e da arrogância.

Entretanto, meu intuito aqui jamais será de desdenhar da fé alheia, nem incitar o ódio. Ainda que discordemos firmemente desta crença, reiteramos nosso respeito às pessoas que a professam, e afirmamos o evangelho como o caminho de salvação.


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Dúvidas e esclarecimentos escreva para: anti-heresias@hotmail.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CATOLICISMO POPULAR


Esse catolicismo é difundido pelo povo. Difere do Catolicismo tradicional, que é o catolicismo ensinado pelo clero. O Catolicismo popular é um desgaste do já desgastado Catolicismo tradicional, pois o povo leigo associa os dogmas Católicos às suas crenças e costumes, tornando pior ainda o afastamento da ortodoxia bíblica.

Podemos observar que o Catolicismo do povo é intocável, nem o papa tem autoridade sobre o movimento, a igreja tenta de maneira amistosa e muitas vezes conivente relevar as absurdas colocações do povo aos dogmas da própria igreja.

A palavra “dogma” é um princípio de fé indiscutível da igreja. Estabelecido, como veremos a seguir, pelos concílios papais séculos depois dos apóstolos e dos pais da igreja. Ou seja, são doutrinas fora da Bíblia sancionadas pelos Papas baseando-se no pressuposto de que há autoridade apostólica neles investida. O pior é que estas doutrinas extras canônicas transformam-se em verdadeiras heresias no entendimento e desenvolvimento popular. Vejamos abaixo alguns dos principais dogmas estabelecidos pelos Papas ao longo da história e que foram desenvolvidos e assimilados pelo povo:

Século V ano de 431 d.C
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: Maria é proclamada a “mãe de Deus”. No Catolicismo popular Maria se transforma em uma Deusa mãe ou semideusa mãe.

Século VI ano 593 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: O purgatório começa a ser ensinado. No Catolicismo popular o purgatório passa a ser um escape para os que vivem na devassidão não irem para o inferno. Levando os fiéis a uma segurança com a santidade na morte em detrimento da santidade da vida.

Século VIII ano 789 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: O início do culto às imagens e relíquias. No Catolicismo popular as imagens se transformam em idolatrias.

Século IX ano 880 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A canonização dos santos. No Catolicismo popular os santos não são só canonizados, mas tratados como deuses ou semideuses. Com estórias cheias de mitos a respeito da vida deles.

Século XII ano 1200 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: O Uso do rosário. No Catolicismo popular o rosário ou o terço (a terça parte do rosário) vira um amuleto contra o mal e ícone de proteção para ser colocado no carro, cabeceira da cama, pescoço, bolsa e etc. Substituindo a prática da oração e da confiança em Deus.

Século XIII ano 1220 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A adoração ao Cristo na hóstia. No Catolicismo popular acontece uma idolatria da hóstia.

Século XIV ano 1311 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A oração da Ave-Maria. No Catolicismo popular tal reza substitui as orações. E se transforma em uma evocação dos poderes intercessores da semideusa mãe junto ao seu filho Deus.

Século XVI ano 1562 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: Confirma-se o culto aos santos (“dulia”: “culto prestado aos santos e aos anjos”). No Catolicismo popular esses santos passam a ser cultuados como divindades. Porque o católico comum não sabe distinguir na prática a latria (adoração devida a Deus) de dulia. E nem o mais intelectuais conseguem diferenciar na teoria. No próprio catecismo não se trás uma clareza sobre o assunto. Veja a derrocada tentativa do catecismo de diferenciar, por exemplo, o culto a Maria (hiperdulia) da latria: “... Este culto (...) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”. (Pág.274, § 971). Você consegue entender nesse texto as partes “difere” e “mas o favorece poderosamente”? Percebe-se uma certa ambiguidade no texto.

Século XIX 1854 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A definição da Imaculada Conceição de Maria. No Catolicismo popular Maria torna-se uma semideusa imaculada.

Século XX 1950 d.C.
Dogma ou cerimônia do Catolicismo tradicional: A transformação da assunção de Maria em ponto doutrinário. No Catolicismo popular Maria torna-se uma semideusa mãe e senhora dos céus. Cheia de prerrogativas divinas, tais como onisciência, onipotência, onipresença, imortalidade, protetora e etc.

Algumas datas acima são aproximadas. Durante os séculos muitas doutrinas da igreja eram discutidas antes de serem finalmente aceitas e promulgadas como ponto doutrinário ou dogmas. Por isso alguns teólogos católicos poderão citar datas diferentes.

DOGMAS DA IGREJA HERESIAS DO POVO

O Catolicismo popular possui muitas heresias que foram desenvolvidas a partir dos dogmas da Igreja Católica. Iremos analisar quatro delas, pois são as que mais nos confrontamos quando estamos conversando com o povão. Principalmente no interior do Brasil. Basta apenas analisarmos algumas delas para se comprovar isso:

O DOGMA DA PENITÊNCIA

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

OBJEÇÕES BÍBLICAS AO NEOPENTECOSTALISMO


A palavra “neopentecostalismo” é usada para designar todo o movimento que surgiu na década de 60 e 70 nascente do “pentecostalismo clássico”, mas com a ênfase na saúde perfeita, prosperidade, triunfalismo e práticas esotéricas, acabou tornando-se um novo movimento pentecostal. Daí o termo “neo” (novo). Assim, todo pastor, membro e igreja que divulgam esse modismo são denominados de “neopentecostais”. Isto é, novos pentecostais. O neopentecostalismo possui cognomes bem familiares quando pesquisamos sobre o assunto. E para você não se confundir com palavras diferentes do que estamos falando aqui, são cognomes: Movimento da Fé, Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva. Qualquer citação desses nomes aqui ou em textos de outras literaturas ou páginas da web estamos falando de “neopentecostalismo”.

SEUS GENITORES

Kenneth Hagin – O pai dos movimentos de fé

Nascido em Agosto de 1917, em McKinney – EUA. A partir dos anos 60 ele deu ao movimento de cura uma amplitude maior que seus antecessores. Junto a simples fé que Jesus Cristo cura enfermidades, Hagin pregou a confissão positiva como elemento essencial para cura divina.

Hagin foi pastor da igreja Batista em uma pequena igreja no Texas entre 1934 a 1937. Rompeu com os batistas por causa de sua insistência em pregar a cura divina e seu constante fascínio pelo sobrenatural. Em 1937 relata ter sido batizado com o Espírito Santo e no mesmo ano foi licenciado como pregador das Assembléia de Deus. Pastoreou várias igrejas nos Texas por 12 anos vindo a se desligar da igreja em 1949.

Hagin considerava suas profecias e revelações tão especiais e maiores que ameaçava os que ouviam o que ele ensinava. Sua arrogância chegava a ameaçar de morte pessoas, igrejas e pastores que não ouvissem ou não aceitassem sua mensagem. Relata que um pastor havia morrido por não ter aceitado sua mensagem (Understanding Your Cofession, pág.23).

Hagin não percebeu que esta posição ao invés de colocá-lo como especial diante de qualquer estudante sério das Escrituras o iguala aos falsos profetas fundadores de seita, que asseguram que a fonte de suas revelações é sobrenatural, incontestável e absoluta.

Além de Kenneth Hagin, vários outros nomes contribuíram com o neopentecostalismo, tais como: Kenneth Copeland, Benny Hinn, David Robertson, Oral Robertson, Fred Price e Paul Crouch.

AS RAMIFICAÇÕES NEOPENTECOSTAIS

Considerando o fato de que o neopentecostalismo também foi divulgado por pastores tradicionais (ou seja, não pentecostais). Podemos classificá-lo em dois grupos:

· Os que aceitam alguns dons: Conforme a definição já diz, os pregadores ou pastores neopentecostais fazem forte rejeição aos dons de profecia, interpretação das línguas, palavra de ciência e palavra de sabedoria. Bem como a manifestações de novos pentecostais conhecidos como do RÉTÉTÉ.

· Os que aceitam todos os dons: Podemos dizer que os que seguem essa ramificação realmente foram oriundos do pentecostalismo evangélico. Onde mesclaram a doutrina pentecostal clássica com novas doutrinas. Daí o porquê de se chamar “novo pentecostalismo”. Nesse grupo inclui o movimento G12, M12 e MDA onde geralmente as igrejas que adotam modelos em “células” aderem o novo pentecostalismo, com raras exceções. Ressalto aqui também que o movimento conhecido como RÉTÉTÉ se inclui nesse grupo dos novos pentecostais.

SUAS PRINCIPAIS DOUTRINAS

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

TEOLOGIA RELACIONAL















Um novo gênesis... E disse os homens: “Façamos um deus conforme a nossa imagem e semelhança”.

O QUE É ISSO?

É uma corrente que traz uma nova matriz de fé para a igreja, rompendo com a crença evangélica predominante. Esta nova teologia é parecida com “Teísmo Aberto” norte americano divulgado pelos teólogos Clarck Pinnock, Richard Rice, John Sanders, William Hasker e David Basinger. Havendo algumas diferenças entre uma e outra. Outras curiosidades sobre este termo teológico confira no texto: “Teologia Relacional – que bicho é esse?” no site de Ricardo Gondim

SUAS RAÍZES

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A Igreja Local de Witness Lee é uma seita?


Toda seita adiciona algo a Palavra de Deus (a Bíblia), subtrai algo da pessoa de Jesus, multiplica por obras a obra da salvação e divide a fidelidade entre Deus e a organização. Baseado nessas quatro operações, a Igreja Local de Witness Lee possui forte identificação:

Adicionam algo à Bíblia: Para a Igreja Local é coisa secundária entendermos o que lemos na Bíblia. Declara: “Tudo depende da liberação do espírito”. (A Expressão Prática da Igreja, Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1989, p.146). Para eles a letra da Bíblia mata: “Todos precisamos liberar o espírito. ‘A letra mata, mas o Espírito dá vida’. A letra significa doutrinas, formas, estas coisas são letras. Qualquer coisa além do Espírito é um tipo de letra, e essa mata”. (A Expressão Prática da Igreja, Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1989, p.145). Ou seja, o texto bíblico não é eficaz sem o “espírito”.

Subtraem algo da pessoa de Jesus: Que na encarnação de Cristo houve uma fusão da natureza divina com a natureza humana. Chamam-na da “amálgama” de Deus com o homem e vise versa (A Expressão Prática da Igreja, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. 1a edição 1989, p.147. Também: A Economia de Deus, Witness Lee. Editora Árvore da Vida. 1a edição 1989, p.14).

Multiplicam por obra a obra da salvação: O batismo nas águas é uma condição para a salvação (Lições da Verdade – Nível Um, Witness Lee. Editora Fonte de Vida. Edição 1987, p.93).

Dividem a fidelidade entre Deus e a organização: As igrejas locais são as genuínas igrejas que representam o corpo de Cristo (O que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais, Editora Fonte de Vida, p.5).

CONCLUSÃO

Todo cristão verdadeiro sabe que só a Bíblia é a Palavra de Deus (Pv.30.5,6). E que ela é viva e eficaz (Hb.4.12). A questão da “letra mata” (2Co.3.6) é uma interpretação equivocada do texto bíblico, que se refere aos mandamentos que nos condenavam, chamados por Paulo de “tábuas de pedra” (idem v.3). Em outro texto Paulo diz: “E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte”.(Rm.7.10).

Todo cristão verdadeiro sabe que a natureza de Cristo nunca se alterou, a respeito de Jesus a Bíblia diz: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”.(Hb.13.8). Ou seja, a natureza e o caráter de Cristo são imutáveis. Ele não poderia ser meio deus e meio homem. Na encarnação, Cristo apenas tomou mais uma natureza (a humana), não desfazendo ou diminuindo a outra (a divina).

Todo cristão verdadeiro sabe que a salvação ocorre pela graça de Deus (At.15.11) por meio da fé (Ef.2.8,9). O batismo nas águas, em si não tem poder para salvar. As pessoas são batizadas, não para serem salvas, mas porque já estão salvas (Rm.10.9; Jo.5.24).

Todo cristão verdadeiro sabe que grupo nenhum salva, somente Jesus Cristo Salva (At.4.12) e só

Ele é o caminho (Jo.14.6). A necessidade da igreja é explícita, mas a existência de uma única igreja verdadeira é flagrante exclusivismo e proselitismo (Rm.15.20).

Entretanto, meu intuito aqui jamais será de desdenhar da fé alheia, nem incitar o ódio. Ainda que discordemos firmemente desta crença, reiteramos nosso respeito às pessoas que a professam, e afirmamos o evangelho como o caminho de salvação.

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Dúvidas e esclarecimentos escreva para: anti-heresias@hotmail.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

WEB NOTÍCIA: SAIU MATÉRIA NO JORNAL O POVO

A MATÉRIA QUE ESCREVI AQUI COM O TÍTULO:
"TIPOS DE IMAGENS" foi editada no jornal O Povo - Fortaleza, Ce.

Dúvidas e esclarecimentos escreva para: anti-heresias@hotmail.com

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A DOUTRINA TRINITARIANA ESTÁ LIGADA A SALVAÇÃO














A doutrina da salvação depende da cooperação dos membros distintivos do Deus trino e uno (Efésios 1.3-14). Por isso, renunciar deliberadamente a doutrina da Trindade ameaça gravemente a nossa esperança de salvação pessoal. As Escrituras incluem todos os membros da raça humana na condenação universal do pecado (Romanos 3.23), e por isso, todos precisam de salvação; a doutrina da salvação requer um Salvador adequado, ou seja: uma cristologia adequada. Uma cristologia sadia exige um conceito satisfatório de Deus, isto é, uma teologia especial e sadia que nos traz de volta à doutrina da Trindade. Qualquer conceito fora desse como, por exemplo: Modalista, Unicista, Unitarista, Russelita ou até mesmo Opentista. Fere totalmente a exposição bíblica do Salvador como MEDIADOR desta reconciliação.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

DECLARAÇÃO DOS REFORMADORES















Uma análise contextualizada com a época.
Em memória ao dia 31/10/1517.

SOLA SCRIPTURA (somente a Escritura – a Bíblia)
Diferente da Igreja de Roma, a Igreja Reformada só aceita a Bíblia Sagrada como Palavra de Deus (1). Única regra de fé e prática do cristão (2). Os dogmas e as tradições da Igreja de Roma NÃO SÃO Palavras de Deus.

SOLUS CHRISTUS (somente Cristo)
Diferente da Igreja de Roma, a Igreja Reformada só eleva as suas orações ao Pai em nome de Jesus. Pois foi assim que ele nos ensinou (3). Somente Cristo pode interceder pela humanidade (4). E somente Cristo pode salvar o pecador (5). O sacrifício de Jesus foi suficiente para nos purificar de todo pecado (6). Em Cristo toda oferta pelo pecado é dispensada (7).

SOLA GRATIA (somente a graça)
Diferente da Igreja de Roma, a Igreja Reformada não acredita que o homem seja salvo por meio de suas obras, mas exclusivamente pela graça divina sobre sua vida, conforme nos ensina as santas Escrituras (8).

SOLA FIDE (somente a fé)
Diferente da Igreja de Roma, a Igreja Reformada crê que somente por meio da fé a humanidade conseguirá sair de sua condição de condenação (9). De nada vão adiantar obras, sacramentos ou penitências.

SOLI DEO CLORIA (só à Deus a glória)
Diferente da Igreja de Roma, a Igreja Reformada não reparte a glória divina com ninguém (10). A glória pertence exclusivamente a Deus (11), ele é o Deus da glória (12). Nosso culto se resume exclusivamente ao trino Deus e a mais ninguém (13). A Igreja Reformada dispensa a dulia (14) e a hiperdulia (15).

ÍNDICES:

sábado, 4 de outubro de 2008

IGREJAS EMERGENTES










Esse mais novo modismo, que se espalha no meio cristão mundial, chega ao Brasil e vem com um pacote cheio de novas doutrinas, são elas: teologia narrativa, teologia quântica, ortodoxia generosa, universalismo e teísmo aberto.

Talvez você não ouse falar de nenhuma delas ou se ouviu, não tem opinião formada sobre o assunto ou não sabe bem o que é ou não é assunto do seu interesse. O fato é que elas estão se tornando populares em nosso país e vem se alastrando sutilmente pelas Igrejas cristãs.

O QUE É IGREJA EMERGENTE?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

LINHAS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA



Quando nos deparamos com o texto bíblico, surgem várias interpretações. E é deste momento que nascem as correntes de pensamentos. Que podem ser prejudicial para a frágil unidade da Igreja Cristã ou podem ser edificante. Digo “frágil unidade” porque nosso conceito de “verdade” também é frágil. Apesar do grande número de livros evangélicos, igrejas, músicos, cantores, pastores, teólogos e apologistas, nossa credibilidade a respeito da Bíblia, da mensagem do evangelho e das doutrinas bíblicas deixa muito a desejar. Assim, a nossa unidade fica comprometida, porque biblicamente o que une a Igreja de Cristo é a verdade. Cristo orou por nossa união em João 17. E note que no verso 17 ele pede ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Ora se nos dedicarmos ao conhecimento da verdade iremos cada vez mais nos unir. Porque Jesus nos mostrou claramente na narrativa dos evangelhos que a verdade é uma só e que pode ser conhecida. Para não ser tão exaustivo em minha introdução, tomemos como exemplo as passagens de Jo.14.6: “...Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Observe que o artigo é DEFINIDO! Jesus não disse que era “um” caminho, ou “uma” verdade ou “uma” vida. Veja também Jo.8.32: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Note que Jesus apresenta a verdade “cognoscível”, ou seja, que poder ser conhecida.

Existem atualmente pelo menos quatro linhas de interpretação do texto bíblico: Ortodoxia, heterodoxia, ortodoxia generosa e a ultra-ortodoxia.

domingo, 3 de agosto de 2008

A Teologia Relacional e sua semelhança com o Kenoticismo


A doutrina kenótica diz que Jesus não era Deus quando esteve aqui na Terra. Afirmam isso, por interpretarem erroneamente, em Filipenses 2.7, o termo “aniquilou-se”, ou “esvaziou-se”, concernente a Cristo. O termo “kenoticismo” deriva-se da palavra grega “kneoo”, que traduzimos no texto supracitado para “aniquilou-se” ou “esvaziou-se”. Porém nenhum mestre do grego, em sã consciência, afirmaria que esse verbo grego significaria deixar de ser Deus ou deixar aquilo que faz parte da sua natureza ou prerrogativa divina, que são os seus atributos. Cristo não poderia abrir mão de algo que lhe é inerente! A Bíblia nos diz: "se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo" (2Timóteo 2.13).

quinta-feira, 31 de julho de 2008

TIPOS DE IMAGENS


Quando lemos a passagem de Êxodo 20.4,5 fazemos a seguinte pergunta: TODA IMAGEM CONFECCIONADA É PECADO DE IDOLATRIA? Creio que não! Existem os "tipos de imagens". Estes tipos é que vão determinar o pecado de idolatria:

IMAGEM DE RECORDAÇÃO - é uma imagem que você tem de alguém, da pessoa amada, querida, que talvez até faleceu e você tem como lembrança. Ter uma imagem dessa não é uma idolatria. Poderá tornar talvez, se a portadora de imagem começar atribuir poderes especiais àquela pessoa ou amar excessivamente ao ponto de tomar o lugar de Deus.

IMAGEM DE ORNAMENTAÇÃO - é uma imagem que você usa no quadro da sua sala, em cima de sua escrivaninha, de sua mesa na sala de visitas. Essas imagens são utilizadas para ornamentar o local. Tais imagens foram usadas no templo de Salomão. Possuir esse tipo de imagem não é uma idolatria. Exceto se for dado a elas poderes especiais ou se houver um apego tão grande, que tome o lugar de Deus.

IMAGEM DE SIMBOLISMO - é uma imagem que representa algo. Temos a bandeira nacional e as imagens citadas do ritualismo judaico no Antigo Testamento. Esse tipo de imagem poderá se tornar um ídolo e consequentemente uma idolatria se atribuir a ela poderes milagrosos ou amor excessivo que tome o lugar de Deus. Isso ocorreu com a serpente de bronze construída por Moisés. Por isso Deus mandou o rei Josias destruí-la (2Rs.18.4).

IMAGEM DE ADORAÇÃO
Esse tipo de imagem é bem característica, dado ao fato de sua representação ser por seres ou pessoas que por aclamação popular possuem atributos divinos como INTERCESSÃO, SALVAÇÃO, ONISCIÊNCIA, ONIPRESENÇA, IMORTALIDADE e etc. São mais do que símbolos, ornamentos, recordações, são ídolos que representam "autoridades" espirituais no mundo espiritual. Os louvores, preces e milagres atribuídos a esse tipo de imagem ou a quem ela representa, a caracteriza distintamente das demais como IMAGEM DE ADORAÇÃO. Deus condena porque elas usurpam o lugar dele, pois essas prerrogativas divinas pertencem só a Deus. Vejamos a objeção bíblica sobre o assunto:

INTERCESSÃO – Somos acostumados a ouvir claramente, que tais pessoas que nas imagens são representadas, possuem poderes de interceder entre Deus e os homens. Porém, biblicamente falando, só temos referência de intercessão somente a Jesus (1Tm.2.5). Paulo citou isso porque só Cristo, como "mediador", é quem pode interceder entre HOMEM e DEUS, pois Cristo é VERO DEI E VERO HOMUS. Isto significa dizer que “os homens rogam a Jesus e Jesus roga ao Pai que está nos céus”. Esse ato ninguém mais pode fazer (Jo.14.6). Entre o homem e Deus a Bíblia coloca unicamente Jesus.

SALVAÇÃO – É comum a afirmação popular de que as pessoas representadas nas imagens podem salvar os pecadores. Mas, biblicamente falando só temos referência a Deus (Is.43.11). O apóstolo Pedro afirmou que salvação só ocorre por meio de Jesus (At.4.12).

ONISCIÊNCIA - Ora, um ser que ouve orações de várias pessoas ao mesmo tempo e que sabe de tudo o que se passa na Terra, presume-se que tal pessoa tenha esse atributo. Contudo, biblicamente falando, só temos referência a Deus (Hb.4.13).

ONIPRESENÇA - Seguindo o pensamento anterior – um ser que se afirma estar em uma cidade e noutra o povo confirma sua presença também, conclui-se que, por aclamação popular, este ser é onipresente. Contudo, biblicamente falando só temos referência a Deus (Sl.139.17-10).

IMORTALIDADE – Afirma-se que as pessoas representadas nas imagens são seres imortalizados ou que ressuscitaram e que vivem nos céus. Entretanto, biblicamente falando, de "possuir" a imortalidade, só temos referência para Deus (1Tm.6.16). Quanto a "ressurreição" a Bíblia nos informa que Cristo é o "primogênito" dos mortos (Cl.1.18). "Primogênito" - primeiro de uma série. Isso quer dizer que futuramente Ele dará ressurreição aos mortos que morreram nele quando Ele voltar (1Ts.4.16). É o que a Bíblia relata de "ressurreição para imortalidade". Tudo aponta para vinda de Cristo (1Co.15.51-54). Fato que ainda não ocorreu para que se diga que alguém vive no céu ressuscitado ou que tenha já recebido a imortalidade. Os mortos estão no “seio de Abraão” (Lc.16.22) aguardando a ressurreição, porém Cristo está vivo e no mais alto dos céus junto ao Pai rogando por nós (Hb.1.3; Jo.3.13; Ef.4.10).

CONCLUSÃO

A "imagem de adoração" é condenada por Deus! E quem confecciona, possui, faz apologia a ela e presta culto com uso dela está cometendo pecado de idolatria (Mt.4.10; Is.42.8; 45.20; Sl.115.4-9). Se tais pessoas, que são representadas nas imagens, são aclamadas pelo povo que possuem essas prerrogativas divinas mesmo a Bíblia Sagrada não fazendo referência que tenham. Então o pecado é ainda maior, pois o primeiro mandamento do decálogo é bem claro: “Não terás outros deuses diante de mim”. (Ex.20.3).

Entretanto, meu intuito aqui jamais será de desdenhar da fé alheia, nem incitar o ódio. Ainda que discordemos firmemente desta crença, reiteramos nosso respeito às pessoas que a professam, e afirmamos o evangelho como o caminho de salvação.

Sola Sciptura

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