sexta-feira, 13 de julho de 2018

SÃO EVANGÉLICOS OS ADVENTISTAS?


(Por Natanael Rinaldi. Revista Defesa da Fé número 5 – compilação. Edição ICP – Instituto Cristão de Pesquisas).

Para registro histórico e de pesquisa sobre o tema. Deixo-vos esse texto de nosso saudoso pastor Natanael Rinaldi quem tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente em um curso de religiões e seitas aqui em minha terra natal de Fortaleza – CE.

Qualquer semelhança desse material produzido em 1998 na edição especial do ICP com a atualidade é apenas confirmação do que já se dizia lá atrás e o problema é persistente. Leiamos:

Sabemos de pastores que não permitem que em seus púlpitos se deem esclarecimentos sobre os ensinos peculiares do adventismo, com a alegação de que este grupo tem pontos doutrinários idênticos aos dos evangélicos, com a exceção do dia santificado. Aproveitando-se desta falta de informações corretas sobre os ensinos adventistas, estes não poupam esforços para mistificar suas crenças e assim infiltrar entre os evangélicos para o seu trabalho de proselitismo.

Isso vem de longa data. São em nossas igrejas que a Casa Publicadora Brasileira aloja seus colportores para venda de suas publicações, e estes, com certa dose de malícia, conseguem cartas de recomendação dos próprios pastores para visitar livremente os membros de suas respectivas igrejas, onde vendem seus livros e ainda conseguem ganhar adeptos.

O escritor Ubaldo Torres de Araújo fala que entre os adventistas corre a convicção de que é mais fácil ganhar um evangélico para o adventismo do que empurrar um bêbado por uma ladeira abaixo. (1)

Vendo eles que é fácil (muito fácil) enlaçar com seus ensinos peculiares a liderança evangélica e, consequentemente, os crentes, tomaram ultimamente a iniciativa de envidar esforços para conseguir o maior número possível de adeptos dentro das igrejas evangélicas.

A revista VINDE

A revista VINDE, de caráter notadamente evangélico, publicou em sua edição, de maio de 1997 (2), um acontecimento importante entre adventistas: o Sistema de Comunicação (Adesat). Este periódico traz algumas declarações do Pr. Josué de Castro (adventista) que se pronunciou, dizendo: “Nosso maior objetivo é aumentar cada vez mais o alcance de nossa mensagem de evangelização”. Em seguida, lê-se que o mesmo pastor “não esconde que, pelo fato de a IASD adotar princípios doutrinários tradicionais e fundamentalistas (entre os quais a guarda do sábado), a denominação carrega um estigma e enfrenta discriminação de outras”. Prossegue o pastor Josué dizendo “que o Sistema Adventista de Comunicação pode ser um instrumento valioso para aproximar os adventistas dos demais segmentos evangélicos”.

Quem estava presente no evento promovido pelos adventistas como convidado especial? Nada menos do que o presidente da VINDE: o Rev. Caio Fábio D’Araújo Filho. Ora, se um pastor da envergadura do Rev. Caio Fábio se dá ao luxo de jogar seu prestígio no lançamento de um sistema de comunicação adventista e ainda aceita em sua revista essa declaração de que os Adventistas têm princípios doutrinários tradicionais, e não vê que isso é um artifício para “pescar em aquário alheio”, o que se pode esperar de outros líderes menos esclarecidos?

A revista Ministério

Este periódico adventista, de março de l997 (3), anuncia que a sua publicação é feita com o propósito de dar informes sobre o “Seminário para Pastores Evangélicos”. Com isso procura “construir uma ponte para aproximação do ministério evangélico, mostrando-lhe o que crê e prega a Igreja Adventista”. Essa revista “é o principal elo dessa ligação, devendo ser enviada àqueles pastores cujos endereços forem conseguidos”. Prossegue a revista: “Embora, pelo que revelam as profecias, a intolerância para com a nossa igreja seja uma atitude que não será totalmente erradicada nos meios protestantes, o plano tem dado certo. Em muitos lugares aquela ideia de que os adventistas são uma seita legalista vai sendo banida, e até batismos de pastores de outras denominações já foram efetuados”. (o grifo é nosso)

Perceberam o entusiasmo dos adventistas nesse desejo de se aproximarem dos evangélicos? “... e até batismos de pastores de outras denominações já foram efetuados”. Incrível como alguns pastores evangélicos são tão ingênuos! Onde já se viu um pastor esclarecido frequentar um seminário promovido pelos adventistas para tomarem conhecimento do que eles creem e pregam? Que petulância a dos adventistas!!!

Outra “santa ingenuidade” de certos pais evangélicos é a de mandarem seus filhos estudar em escolas adventistas. Não pensam eles no conflito que terão ao defrontar um ensino diferente daquele que têm na escola bíblica dominical.

Começa com o problema da alimentação: não se deve comer carne (principalmente a de porco), tomar café, afora outras restrições ensinadas pelos adventistas. É a confusão religiosa na cabeça das nossas crianças, e o adventista dando risada da nossa falta de percepção doutrinária.

Resultados do trabalho de aproximação com os adventistas

A revista adventista, de publicação mensal, traz seguidamente testemunhos de pessoas evangélicas que se “converteram” ao adventismo e isso com muita satisfação, tal qual a que sentimos quando vemos um pecador se converter genuinamente a Jesus Cristo em nossos cultos dominicais.

Títulos em manchetes

“BATIZADO EX-PENTECOSTAL”

Joel Ferreira da Silva, que durante dez anos foi pastor da Igreja O Brasil para Cristo. (4)

EX-PENTECOSTAIS SÃO BATIZADOS

Como resultado de um trabalho sistemático, realizado... onze pessoas da Igreja Assembleia de Deus em Várzea Grande foram batizadas... (5)

BARREIRA VENCIDA

Lago da Pedra, operação impacto levada a efeito, com a presença de 400 pessoas todas as noites. Até o mês de janeiro, mais de 140 foram batizadas. Destas, quarenta vieram da igreja pentecostal. (6)

Só três exemplos. Se quiserem saber de pastores com até 30 anos de ministério que se bandearam para o adventismo, temos condições de fornecer cópia das revistas adventistas, onde os relatos são dados com a satisfação de alguém que agora descobriu a verdade ignorada. Prova das verdades pregadas pelos adventistas? Não! Ingenuidade...

A igreja remanescente

Entre os adventistas existe o ensino de que os cristãos protestantes estão vivendo a época da igreja em Laodicéia, cuja característica é a mornidão espiritual (Ap.3.15,16). Tirados dessa igreja de cristãos nominais, surge o adventismo como remanescente da igreja apóstata, com duas características especiais: “O ‘espírito de profecia’ é o que, segundo as Escrituras, a par com a guarda dos mandamentos de Deus, seria o característico da igreja remanescente”. (7)

No Certificado de Batismo fornecido pelos adventistas constam algumas perguntas que devem ser feitas aos catecúmenos antes do batismo, e na de número 13 se lê: “Crê que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica...?” (8)

Nota-se assim o exclusivismo próprio das seitas. Isso se nota em todas as outras: Testemunhas dê Jeová, que se consideram a única religião verdadeira; os Mórmons, que se jactam de ser a única igreja verdadeira, por ostentar o nome de Jesus no seu título; A Família do Amor (hoje A Família); a Igreja da Unificação, do Rev. Moon; a Igreja Local (de Witness Lee). Portanto, uma das características das seitas é o exclusivismo. Os adventistas não fogem à regra. Se, porém, querem eles manter o seu exclusivismo, que assumam realmente essa posição, mas não venham querer se aproximar dos evangélicos como se fossem evangélicos, com a intenção de conseguir adeptos dentro das igrejas evangélicas.

A arrogância dos adventistas é tão grande, que não se envergonham de falar de sua falsa profecia sobre a vinda de Jesus: 22.10.1844, a que deram o título de o Grande Desapontamento, como o cumprimento de uma profecia bíblica que apontava o aparecimento de sua denominação no mundo:

“Os adventistas do sétimo dia surgiram no cenário mundial exatamente no tempo indicado pela profecia, para anunciar a verdade ao mundo, advertir contra a adoração da besta e preparar um povo, a fim de estar pronto para o retomo de Cristo nas nuvens do céu”. (9)

Diferenças doutrinárias entre evangélicos e adventistas

Antes de mostrarmos as diferenças fundamentais entre evangélicos e adventistas, tenhamos diante de nós Amós 3.3: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”.

Alguns ensinos divergentes

1. A Bíblia

Os evangélicos creem que a Bíblia é a Palavra de Deus, única regra de fé infalível para a vida e o caráter cristão (1Ts.2.13; 2Tm.3.16,17);

Os adventistas creem na Bíblia e nos escritos de Ellen Gould White. Dizem exatamente isto: “Ao passo que, apesar de não desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé A Revelação - Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia”. (10)

Para não se dizer que é exagero a importância que ocupa essa senhora americana no meio dos adventistas, seus escritos são tidos tão inspirados quanto os livros da Bíblia.

Dizem: “Cremos que... Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia”. (11)

“Negamos que a qualidade ou grau de inspiração de Ellen White seja diferente dos encontrados nas Escrituras Sagradas”. (12)

Quantos evangélicos poderiam endossar essa posição sobre Ellen White? Como fica Apocalipse 22.18,19? “Se alguém acrescentar a elas (a Bíblia) alguma coisa, Deus acrescentará ao seu castigo as pragas descritas neste livro”.

Será que algum evangélico aceita a infalibilidade de Ellen White, quando ela fala “inspirada” pelo Espírito Santo?

Dizem: “Por que alguns deixam de ser beneficiados pelo Espírito de Profecia?” 

O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à inspiração e a infalibilidade. (o grifo é nosso) (13)

Pode ser infalível uma pessoa que profetiza falsamente?

Foram-me mostrados (em visão) os presentes à conferência. Disse o meu Anjo: ... alguns dos presentes serão posto para os vermes; alguns, sujeitos às sete últimas pragas; alguns... vivos para a vinda de Jesus. (14)

Isso foi profetizado em 1864. Faz, portanto, 133 anos. Todos já morreram, e ninguém ficou vivo para a vinda de Jesus, que ainda não se deu.

Quem menos deveria errar nesse particular sobre a vinda de Jesus seria ela mesma, pois anteriormente dissera: “Precavenham-se todos os nossos irmãos e irmãs de qualquer que marque tempo para o Senhor cumprir sua Palavra a respeito de sua vinda...”. (15)

Qual o evangélico, por mais fraco e desconhecedor da Bíblia que fosse, admitiria a existência de outros livros como base de sua autoridade religiosa? Nenhum. Os adventistas, pois, admitem isso dos escritos de E.G.W: “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos testemunhos do seu Espírito”. (grifo é nosso) (16)

É só comparar essa declaração petulante da profecia dos adventistas com Hebreus 1.1: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. (ver Jo.5.39) e não nos fala por uma profetisa falsa (ver Dt.18.20-22), cujas palavras proféticas não se cumpriram em muitas ocasiões.

Quem aceitaria a inspiração profética de Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã? Do “escravo fiel e discreto”, das Testemunhas de Jeová? Do Rev. Moon, da Igreja da Unificação? De Joseph Smith Jr., da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons)? De Allan Kardec, do Espiritismo Kardecista? Da Tradição da Igreja Católica? Como aceitar a inspiração profética de Ellen White, e não estar sob a condenação de Apocalipse 22.18, com as pragas descritas neste livro?

2. A Lei de Deus

Os evangélicos creem que a Lei dada por Deus a Moisés no Monte Sinai findou na cruz (Cl.2.14-17). Desde então vivemos sob a graça de Jesus Cristo (Jo.1.17; Rm.6.14; Tt.2.11). Os adventistas creem que a lei se divide em duas partes e ensinam a guardar somente uma parte: a que denominam “lei moral”. Esta, dizem eles, são os Dez Mandamentos; a outra, a lei cerimonial, consiste de todas as leis dadas por Deus a Moisés. Estabelecem as seguintes diferenças entre as duas leis:

A LEI MORAL foi proferida por Deus. A LEI CERIMONIAL foi ditada por Moisés. A LEI MORAL foi escrita com o dedo de Deus. A LEI CERIMONIAL foi escrita num livro por Moisés. A LEI MORAL foi posta dentro da arca. A LEI CERIMONIAL foi posta ao lado da arca. A LEI MORAL permanece para sempre. A LEI CERIMONIAL foi cravada na cruz. A LEI MORAL não foi destruída por Cristo. A LEI CERIMONIAL foi ab-rogada por Cristo (17)
Essa divisão em lei moral, os Dez Mandamentos; e a cerimonial, o restante das leis escritas num livro por Moisés (Pentateuco) não resiste a um exame imparcial da Bíblia.

Vejamos:

Primeiro exemplo: “Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser o pai ou a mãe, morrerá de morte” (Mc.7.10). Ora, nós sabemos por Êxodo 20.12 que se trata do quinto mandamento, e, no entanto, se diz que “Moisés disse”. Dentro da divisão da lei feita pelos adventistas, a de Moisés foi cravada na cruz por ter preceitos inteiramente cerimoniais e abolidos. Logo estamos dispensando de honrar pai e mãe. Correto?

Segundo exemplo: “Não vos deu Moisés a lei? E Nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?” (Jo.7.19).

Nota: Onde a lei proíbe o homicídio? Em Êxodo 20.13, dentro dos Dez Mandamentos. O decálogo é chamado por Jesus de Lei de Moisés ou a Lei dada por Moisés. Logo, se trata de lei puramente cerimonial e abolida na cruz por Jesus.

Terceiro exemplo: “Pelo motivo que Moisés vos deu a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um homem. Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignai-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem?”. (Jo.7.22,23).

Nota: A circuncisão, no judaísmo, era mais importante do que a guarda do sábado semanal, porque este rito marcava o varão judeu como descendente de Abraão (Gn.17.9,14) e era um concerto perpétuo. Se o sábado fosse um preceito moral, não poderia ficar subordinado à circuncisão, um preceito cerimonial ou ritual. A lei da circuncisão não se impõe aos cristãos nos dias atuais (Gl.6.15), da mesma forma a guarda do sábado, subordinado à circuncisão (Cl.2.16,17).

A abolição do sábado

A profecia bíblica de Oséias 2.11 falava da abolição do sábado como um dia de guarda. “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas e os seus sábados”.

O cumprimento dessa profecia encontra-se em Colossenses 2.14-17: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz, e despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”.

Para fugir à evidência de Colossenses 2.16, onde Paulo se refere ao sábado semanal como integrantes das coisas passageiras da lei que terminaram com a morte de Cristo na cruz, os adventistas costumam argumentar que a palavra “sábado” não se refere ao sábado semanal, mas aos anuais ou cerimoniais de Levítico 23. Não é verdade, pois os sábados anuais ou cerimoniais já estão incluídos na expressão “dias de festas”. 

Corroborando com o nosso ponto de vista, diz Samuele Bacchiocchi, escritor adventista: “Outro significativo argumento contra os sábados cerimoniais ou anuais é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festas... ’. Esta indicação mostra positivamente que a palavra SABBATON, como é usada em Colossenses 2.16, não pode se referir aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais... Determinar o sentido de uma palavra, baseando-se exclusivamente em conceitos teológicos, em prejuízo das evidências linguísticas e contextuais, é estar contra as regras de hermenêutica bíblica. Ademais, a interpretação que o comentário adventista dá à palavra “sábado” de Colossenses 2.16 é difícil de sustentar, desde que temos visto que o sábado pode legitimamente ser tido como “sombra” ou símbolo preparatório de bênçãos da salvação presente e futura”. (18)

Certos de que sua divisão em lei moral (os dez mandamentos) e cerimonial (o restante da lei escrita por Moisés) não encontra respaldo bíblico, os adventistas são obrigados a admitir: “Seria útil classificarmos as leis do Antigo Testamento em várias categorias: 1) Lei Moral; 2) Lei Cerimonial; 3) Lei Civil; 4) Estatutos e Juízos; 5) Leis de Saúde. Esta classificação é em parte artificial”. (o grifo é nosso) (19). Concordamos com os adventistas nesse particular: divisão realmente artificial, sem apoio bíblico.

3. Jesus Cristo, nosso Redentor

Os evangélicos creem que Jesus Cristo é, e Ele só, unicamente nosso Redentor e consumador da obra da redenção na cruz (1Co.15.3,4; 2Co.5.21).
Os adventistas creem que a obra da redenção não foi concluída na cruz e que a expiação dos nossos pecados é realizada por Jesus Cristo e também por Satanás. Vejamos duas doutrinas centrais dos adventistas:

a) Juízo Investigativo. “Assistido por anjos celestiais, nosso grande Sumo sacerdote entra no Lugar Santíssimo (só em 1844), e ali comparece à presença de Deus, a fim de se entregar aos últimos atos de seu ministério em prol do homem, a saber: realizar a obra do juízo investigativo e fazer expiação por todos os que se verificarem com direito aos benefícios da mesma”. (20)

Nota: Uma flagrante contradição com João 19.30. Jesus deu o brado na cruz: “Está consumado”, ou seja, “o sofrimento e a agonia de Jesus, ao prover a redenção foi consumada”. (21) “... havendo feito (Jesus) por si mesmo a purificação dos nossos pecados assentou-se à destra da Majestade, nas alturas” (Hb.1.3). Jesus não exerce a obra de Juiz, mas a de Advogado no Céu (1Jo.2.1; 2.12).

Prosseguem os adventistas: “A obra do juízo investigativo e de extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor. Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado”. (22)

Nota: Como se lê, nenhum adventista hoje tem certeza de sua salvação, nem possui seus pecados cancelados, porque está esperando o término do juízo investigativo, o que se dará um pouco antes da vinda de Jesus. E para que serve o texto de 1 João 1.7: “... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” ?
Quando hoje um adventista morre, sua alma tem de dormir na inconsciência até tomar conhecimento do cancelamento ou não dos seus pecados. Será que nós, evangélicos, acreditamos nisso?

b) E quando, por fim, os pecados dos adventistas serão cancelados? Quando esses pecados, no término do juízo investigativo, forem lançados sobre Satanás: “O bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados”; “... assim será Satanás para sempre banido da presença de Deus e de seu povo, e eliminado da existência na destruição final do pecado e dos pecadores”. (23)

Nota: Interpretando erroneamente o significado dos dois bodes da expiação de Levítico 16.5,10,20, onde depois de lançarem sorte sobre eles, um bode era sacrificado e o outro era remetido ao deserto, como bode emissário, os adventistas afirmam que o bode sacrificado representa Jesus, enquanto que o outro bode tipifica Satanás, sobre quem Deus lançará os pecados dos remidos e o aniquilará. São, portanto, duas terríveis heresias sustentadas por eles: primeira, que Satanás terá de levar sobre si os pecados dos remidos e expiá-los (Lv.16.5,10), fazendo-o assim o co-redentor; segunda, que o próprio Satanás será um dia aniquilado.

Será que nós, evangélicos, cremos assim? É disso que o adventismo que nos fazer cientes quando promove seminários para líderes evangélicos? É possível que qualquer pastor possa aceitar uma heresia tão descabida. Os dois bodes, que simbolizavam a expiação de um só povo, num só tempo em uma só ocasião, representava apenas duas fases da expiação de Jesus: a dos pecados pela morte e a remissão dos pecados pelo perdão de Deus, que promete apagar as nódoas dos pecados e nunca mais se lembrar deles (Sl.103.3,12; Is.43,25).

Só quem não estuda a Bíblia pode aceitar que Satanás carrega os nossos pecados, pois é impossível que uma pessoa, leitora assídua da Bíblia, possa interpretar que Isaías 53.4,11,12 aplica-se a Satanás, e não a Jesus: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (v.4); “... porque as iniquidades deles levará sobre si”. (v.11); “... mas ele levou sobre si o pecado de muitos...” (v.12).

De quem falou o profeta Isaías? De Jesus ou de Satanás? Pedro responde, dizendo que nossos pecados foram levados por Jesus na cruz (1Pe.2.24). O diabo será aniquilado, para que nossos pecados sejam cancelados? Não! “O diabo que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”. (AP.20.10).

É lamentável se os adventistas jamais tiverem seus pecados cancelados, pois Satanás ficará vivo para sempre no lago de fogo! Pode um evangélico esclarecido tornar-se adventista?

NOTAS FINAIS:

(1) Ubaldo Torres de Araújo. “Pecador eu sou, transgressor não”. P.38.
(2) Revista Vinde, 18 de maio de 1997.
(3) Revista Adventista, março de 1997, p.16.
(4) Revista Adventista, agosto de 1996, p.23.
(5) Revista Adventista, agosto de 1996, p.17.
(6) Revista Adventista, fevereiro de 1997, p.20.
(7) Casa Publicadora Brasileira, Sutilezas do Erro, p.35, 1ª edição.
(8) Certificado de Batismo, pergunta número 13.
(9) O Sinal da Besta e as Sete Pragas do Apocalipse, p.35.
(10) A Sacudidura e os 144.000, p.117.
(11) Revista Adventista, fevereiro 1984, p.37.
(12) Revista Adventista, fevereiro 1984, p.37.
(13) A Orientação Profética no Movimento Adventista, p.194.
(14) Spiritual X Gifts, IV, p.18.
(15) Testemunhos Seletos, Vol. II, p.359.
(16) Testemunhos Seletos, Vol. II
(17) O Caminho Maravilhoso, p.164.
(18) From Sabbath Sunday, PP. 358-360.
(19) Lições das Escola Sabatina, p.18, 8.1.80.
(20) O Conflito dos Séculos, p.484.
(21) Bíblia Pentecostal, CPAD, p.1611.
(22) O Conflito dos Séculos, p.488.
(23) O Conflito dos Séculos, p.421.

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