sexta-feira, 4 de maio de 2018

FILME “NADA A PERDER” PARECER DO BLOG



Fui ao cinema assistir o filme “Nada a Perder”. Pegando gancho no título, eu não tenho nada a perder em comentar sobre o que assisti certo? A princípio gostaria de enfatizar que ver, ler, assistir, é necessário. Tenho livros de diversas religiões guardado em minha biblioteca e sempre são consultados por mim. Não podemos emitir parecer sobre nada sem examinar. É óbvio que não precisamos beber a água do mar inteiro para perceber que é salgada. Entretanto me espanta o prejulgamento das pessoas. Sou apologista cristão e pesquisador religioso a muitos anos, e a lição número um do bom apologista e pesquisador é conferir, checar e citar fielmente as fontes. Pra isso, somos obrigados a ler obras inteiras, tipo: Alcorão, Livros dos Espíritos, O Grande Conflito, Doutrinas e Convênios, Catecismo da Igreja Católica, O Livro Mórmon, etc. Entretanto, deixo a resalva de que nem todos estão preparados para isso, a maioria dos evangélicos brasileiros não tem base bíblica e nem teológica para ver certos conteúdos. Principalmente assistir ou ouvir mídias como rádio, TV e vídeos de internet. Ver o artigo que publiquei: AQUI

COMENDO O PEIXE...

Vamos começar aqui por uns pontos positivos da obra cinematográfica, depois a gente entra e sai de questões mais polêmicas. Faz muito tempo que eu não via um filme em que me fizesse voltar a minha infância. Cenários perfeitos; fiquei impressionado sobre como ainda hoje existem algumas casas de muros baixos, no tempo em que a violência no Brasil era inibida e tímida. Vi o bispo Edir Macedo deixar o carro dele na Rua em pleno Rio de Janeiro com a porta aberta. Hoje fazer isso, você tem o risco de perder o seu carro.

Vi um bispo Edir Macedo que é gente, tem medo de barata, sofreu bullying na sua infância e que toda a sua teologia que hoje prega, sempre foi a mesma pregada desde o início. Tipo: se engana com mudanças teológicas no discurso de Edir Macedo quem quer. Percebi que o bispo Edir Macedo foi desprezado por seus pares religiosos onde a base do julgamento não foi a Bíblia, mas em aparências e preconceitos de todo tipo. Sua vida e ministério foram coerentes com o que ele cria. Surpreendi-me com a obra. Pois pensava que ele conhecia a fundo a ortodoxia cristã, a teologia bíblica pautada pelos princípios da reforma protestante, a teologia da graça divina, porém dava outro discurso por querer aumentar seu público ou por, intencionalmente, planejar, arquitetar, uma liturgia semelhante da Igreja Católica Romana. Entretanto, o que vi, foi um Edir Macedo apegado a uma visão, uma missão com todas as forças, e que estava disposto, por isso, abrir mão de sua zona de conforto de funcionário público, de uma vida de classe média, para cumpri-la. Ele não foi daqueles que fizeram do ministério eclesiástico “cabide de emprego”. Ele não foi do tipo: “eu não sei fazer nada nessa vida… vou ser pastor, ganhar algum dinheiro”. Um Edir Macedo que acredita no que prega não só porque dar certo, mas porque ele acredita mesmo nisso. Ele não é um farsante de sua fé. Pelo menos é o que se apresenta na autobiografia presente neste filme. Embora alguns comentaristas e idealizadores do filme falem em ficção.

Outro lado positivo nesse filme são as revelações de fatos ocultos na TV aberta brasileira. Pude entender que a Igreja Católica Romana tinha, não sei se ainda, muito poder político e religioso para obstruir qualquer um que se ponha na frente do seu caminho. E no seu círculo de poder rodam desembargadores, deputados, senadores e ministros de todos os setores brasileiros. Vi um réu ser julgado e preso antes da segunda instância, mantido sob cárcere privado em uma delegacia de polícia puramente por manipulação política e religiosa.

Compreendi a importância que devemos dar as instituições. Num país que, atualmente, vemos uma depredação da instituição, seja religiosa, política, empresarial, militar, esportiva, temos que entender que as pessoas passam, são vencidas pelo tempo, mas as instituições permanecem, e se elas têm bons princípios e uma identidade que promova paz, harmonia, verdade e justiça, vale a pena respeitar, honrar e conservar. Não implodir por pura anarquia ou discursos revolucionários. É um atraso para a humanidade a desconstrução das instituições.

Admirei-me com a reverência, estima e apreço que os fiéis seguidores da instituição religiosa fundada pelo bispo Edir Macedo. Diferente de muitos arraiais evangélicos que ando e até o próprio onde piso, eu não vejo o tanto quanto. O mesmo vi em relação à personalidade do Edir Macedo entre os seus. Impressiona tanta gente seguir um homem assim hoje. Sua palavra é lei em seu arraial, enquanto que entre os meus, tudo precisa ser minuciosamente explicado, questionado, muitas vezes nos expormos a um Dom Quixote dela mancha pelo caminho. Boicotando, censurando, obstruindo, questionando, enfim, lutando contra moinhos que criamos, na insistência incontinente de que eram dragões.

Vi um Brasil ainda lascado como tá hoje, com um presidente sofrendo impeachment que hoje é senador da república. O filme não esconde a realidade brasileira da impunidade que, lentamente, com a rejeição do habeas corpus de Lula no dia 04 de abril de 2018, parece que vem se mostrando uma luz no final do túnel. Como diz o hino da Independência do Brasil: “já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”.

Mostram-se os bastidores da religiosidade que nos envergonha, o mesmo da política. Ressaltasse a religiosidade do povo brasileiro, expõe a cegueira de uma fé focada em ídolos e imagens de escultura que, tão claro e aplicativo, o texto bíblico, em centenas de páginas condena vilmente. De um Cristo morto em que se vê refém das intercessões de santos mortos, um povo destituído dos efeitos de medicamentos eficientes se verem de ter que apelar para Deus para curar seus males, nem que seja por vias da feitiçaria ou ritos extrabíblicos.
A influência que os ícones de fé, chamados no misticismo de mandinga, fetiche, amuleto. Nunca vi tanto poder de influência sobre as pessoas. A gente manda nosso povo orar, ter fé, renunciar, santificarem-se, entretanto, muitas vezes, nossos conselhos parecem como estudar e entender física quântica em mandarim. Agora, mandar colocar um copo com água “ungida” em cima da TV e beber, o infeliz aceita e aplica. Dê um rosário para ele rezar que o infeliz reza. Mande amarrar uma fitinha no braço para que ele venha sempre lembrar seu compromisso com a fé que ele assim o fará.

A influência do mérito é muito forte. Fale em contribuir financeiramente com a instituição para que suas despesas sejam cobertas e com capital de giro se faça outras atividades sociais, missionárias, expansivas e evangelísticas que viverás a míngua, todavia diga que o céu irá se abrir, que é um investimento que lhe volta em juros e muita prosperidade que você vai recolher dinheiro nos sacos de 50 quilos.

Conheci um lado salutar na mensagem do Edir Macedo no slogan de sempre da sua instituição religiosa: “pare de sofrer”, “a fé muda as circunstâncias” ou “acredite em si mesmo e em Deus”, fazendo o contraste com a autobiografia apresentada em filme. Isso é força do pensamento positivo do ser humano. Fermentada pela teologia do Edir Macedo e creio que esse é o grande trunfo do crescimento e expansão da sua denominação. Não me refiro aqui à confissão positiva da teologia neopentecostal, mas o pensamento natural do ser humano de ser positivo, otimista e consequentemente o sobrenatural de confiar em Deus, o instinto religioso. Esse lado da mensagem do Edir Macedo é muito positivo e útil para muita gente sofrida que sofreu ou sofre derrotas na vida ou que enfrenta grandes dificuldades em ter sucesso em suas investidas, sejam espirituais, emocionais, financeiras, educacionais, etc. Isso é bom em certo ponto. Precisamos ouvir mensagens de motivação e esperança, em meio a tanta coisa ruim que predomina nesta vida terrena frágil, assediada pelo mal e cheia de consequências do mal, do pecado. Se junta esse discurso de Edir Macedo com a prática do exorcismo, tornando ao centro das atenções o triunfo de Deus com Satanás defronte a plateia, faz a mágica do sucesso expansivo e atrativo de sua denominação. Onde muitos de seus pares, seguidores da teologia neopentecostal também tem feito o mesmo e obtido também resultados assim, como Valdemiro Santiago (ex líder da denominação de Edir Macedo) e R. R. Soares (seu cunhado).

JOGANDO FORA AS ESPINHAS...

Em meio a tanto brilho, cores e tom romântico do filme, não podemos se engasgar ou tentar engolir as espinhas. Temos que fazer contraponto no que falamos acima para dar o equilíbrio. Pois bem, vejamos: a mesma Bíblia que narra o apóstolo Paulo ceder; parece-me que foi de seu consentimento, porém improvável seu conhecimento de causa, lenços e aventais do seu uso pessoal pelos quais as pessoas eram curadas e milagres ocorriam (cf. At.19.11,12), também fala do pecado da idolatria do povo de Israel que transformaram a serpente de bronze confeccionada por Moisés para curar os picados de cobra em um objeto de culto destruída pelo rei Ezequias (cf. 1Rs.18.4) chama-se iconodulia na teologia católica. No misticismo: fetiche, mandinga, amuleto. Assim, a pregação pautada no ícone constitui um erro denunciado pelos reformadores, dos quais derivam todas as igrejas evangélicas, seja diretamente ou indiretamente. E o retorno desses ícones de Roma mascarados de adereços evangélicos ou símbolo de fé, constitui um retrocesso no movimento protestante e uma falha grave na hermenêutica bíblica. Pois os mesmos reformadores que combatiam a presunção da Igreja Católica Romana de que só seus líderes e o Papa podiam interpretar a Bíblia, ensinando que todo o cristão podia ler e interpretar livremente a Bíblia foram eles os que concluíam no discurso: desde que seguindo princípios universalmente aceitos pela ortodoxia bíblica. Que veio a ser cláusula pétrea na bibliologia. Essa segunda parte da regra hermenêutica é desprezada por todos os líderes neopentecostais. Daí minhas objeções ao neopentecostalismo já feitas AQUI. Indo direto ao ponto, o que quero dizer é que o uso de objetos, tais como: copo com água, santinhos, fitinhas, lencinhos, para o exercício da fé cristã é fruto de uma hermenêutica descuidada. Outra orientação fundamental na interpretação da Bíblia é que os exemplos bíblicos precisam de uma ordem interna, no seu texto, que precisa ser normatizada e torne-se mandamento universal, para que os leitores da Bíblia venham a fazer aplicação do referido texto. E, sinceramente, não vejo em parte alguma das cartas paulinas ou mesmo na narrativa de Atos dos Apóstolos o Paulo presumir ou ordenar que tenhamos de usar lenços, aventais, etc., para que as pessoas sejam curadas ou para que se façam milagres em nome de Jesus. Ora, considerando que a fé é invisível, metafísica, imaterial (cf. Hb.11.1; 2Co.5.7) e que Deus é espírito, e anda a procura de adoradores que o adore em espírito (cf. Jo.4.23, 24) os ícones tornam-se dispensáveis. Vejo como regra a passagem bíblica em que Jesus diz: “… em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”. (Mc.16.17,18 ARA). Mas não vejo respaldo no caso do lenço ou copo com água, objetos famosos na iconodulia dos neopentecostais, inclusive de Edir Macedo. Mesmo que se cite a passagem de Tiago em que ele ordena aos presbíteros da igreja que ungisse com óleo os cristãos enfermos (cf. Tg.5.14), longe disso estava Tiago, quando escreveu a sua carta. Pois, no contexto, vemo-lo ser claro: “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará…”. (idem v.15). Nota-se que é a oração da fé que traz a cura ao enfermo e não o ícone, dispensando uma necessidade de regra de uso do ícone. E, ainda, num contexto amplo da Bíblia, é Deus que, soberanamente, opera a cura ou qualquer outra resposta de oração e não a oração. Esse e outros erros são cometidos pelos líderes neopentecostais, conforme já dissertei AQUI. Leiamos: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14 ARA). “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Romanos 9:14-16 ARA). Isso sem levar em conta aqui a mania dos líderes neopentecostais de acrescentar ao texto bíblico a palavra “sempre”. Conforme já dissertei sobre isso AQUI.

Entrando em outros fatos polêmicos, conforme já mencionei aqui, os slogans da teologia de Edir Macedo, têm um lado que prejudica as pessoas, e não só elas, mas toda uma eclesiologia. Uma vez que a missão da igreja não é tornar as pessoas ricas, bem-sucedidas, felizes, etc. O foco, a centralidade, da igreja deve ser a mensagem da cruz, do Evangelho de Jesus, não são aquelas coisas. O papel da igreja é levar as pessoas a pensar no céu e não nas coisas daqui. É povoar o céu e não a terra ou seus mega templos. Que proveito tem o reino de Deus encher as cadeiras de uma denominação e não encher o livro da vida? Se você quer ficar rico; obter felicidade nessa vida; ter sucesso, o melhor conselho que te dou é: acorde cedo; estude bastante, trabalhe, lute! Que você conseguirá essas coisas. O púlpito da igreja tem que pregar a mensagem da cruz, do arrependimento, a mensagem da renúncia. Jesus não se encantava com grande multidão. Ele não valorizou a quantidade em detrimento da qualidade, e nem a coletividade quantitativa pela seletiva. Dele se diz o Evangelho: “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” (Marcos 8:34 ARA).

O foco da mensagem de Jesus, consequentemente de seus discípulos, não foi outra coisa, a não ser o que vos falo aqui. Eu poderia colocar centenas de trechos bíblicos refutando esse tipo de mensagem cujo foco não é o céu, os valores eternos, Cristo. Mas, leiamos alguns aqui:

“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (1 Coríntios 15:19 ARA).

“Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,” (Filipenses 3:18-20 ARA).

“Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta em Cristo, em Deus.” (Colossenses 3:2-3 ARA).

“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” (Gálatas 1:8 ARA).

Jesus manda as pessoas sossegar a alma quanto às preocupações da vida em relação ao comer, beber e vestir. E disse que buscássemos o reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar e todas essas coisas, e não todas as coisas como dizem alguns que alteram o texto sagrado, seriam acrescentadas. E reconheceu que cada dia tem o seu problema (cf. Mateus 6.25-34). Jesus manda as pessoas se acalmar e não se revoltarem! O remédio para a alma revoltada e inquieta é o Salmo 103. Diga para você mesmo lendo essa maravilhosa passagem bíblica, e deixe que a Palavra de Deus preencha seu coração! Pergunto a você meu amigo e minha amiga: onde que se busca o reino de Deus e sua justiça? Creio que é na igreja e por meio dela se aplica no mundo e em nossa própria vida. Agora, a segunda pergunta é inevitável: onde que temos de buscar o que comer; beber e vestir? Infelizmente, a proposta neopentecostal aponta a resposta para a igreja, para suas instituições religiosas (não só essas coisas, mas todas as coisas), e é por isso que eu digo que, nesse ponto de vista, a mensagem, o slogan, retratado no filme em apreciação aqui, tornam-se, de certo modo, prejudiciais para a vida da igreja de Jesus. Que não é a uma denominação, pois é bem maior, transcendente.

Atraindo as pessoas para igreja pelo anseio de vida melhor, pela insaciedade com o que têm, pela inconformidade, pelo descontentamento, e, porque não dizer, até pela ganância (porque esse discurso deixa a igreja vulnerável a isso), enquanto quem deve atrair as pessoas à igreja deve ser o Espírito Santo. Ele é quem convence e não nossas propostas ou métodos atrativos de uma denominação. Torna-se até uma usurpação ao ministério do Espírito Santo. Enquanto que a Bíblia nos adverte: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca, jamais te abandonarei.” (Hebreus 13:5 ARA).

“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (1 Timóteo 6:6-11 ARA).

“Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:” (João 16:7-8 ARA).

Está claro aqui em minha dissertação que a pessoa do Edir Macedo não é incoerente, ou que ele use de charlatanismo. De fato ele acredita no que fala desde o princípio de sua obra pioneira de fundação da sua denominação: Igreja Universal do Reino de Deus. Seus sonhos, visão, missão são inquestionáveis quanto à sinceridade dele. Vendo o filme, concluo que ele não engana as pessoas, apesar de estar enganado, e assim as pessoas juntamente. Respeito sua religiosidade, mas não me privo de cumprir meu chamado também, assim como ele, acredito na minha visão e missão. E como apologista cristão, não poderia silenciar-me diante de um filme tão importante e que, atualmente, quebra recorde de bilheteria, batendo filmes que eram campeões no entretenimento. E apesar disso fala de uma questão pública, influente, e que destrona o império da Igreja Católica Romana. Que, a meu ver, tomará o lugar dela. Suas denominações são prédios católicos sem imagens de escultura, e algumas de suas liturgias são plágios da igreja de Roma e dos cultos afro-brasileiros. Juntando isso ao poder de mídia que possuem, não há como frear esse avanço. Embora, conforme o filme, a Igreja Católica Romana tenha tentado. As igrejas neopentecostais serão, num futuro bem próximo, se Deus assim permitir (pois é o único que pode impedir) o público religioso majoritário do Brasil.

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