sábado, 20 de janeiro de 2018

A DIFERENÇA ENTRE EVANGÉLICOS E ESPÍRITAS KARDECISTAS


Olá pessoal, continuando com a sequência do blog Anti-Heresias revelando algumas diferenças entre evangélicos e demais grupos religiosos. Hoje nós vamos apresentar a diferença entre evangélicos e espíritas kardecistas. Nosso objetivo aqui é trazer reflexão sobre os pensamentos teológicos desses grupos religiosos para conhecimento comparativo que, creio eu, seja de relevância para os que estudam ciências da religião ou para os que querem saber que grupo deva pertencer ou para evangélicos que queiram entender suas diferenças com o espiritismo kardecista ou até mesmo para os curiosos que navegam pela internet em busca de entender mais sobre o tema. Assim, segue abaixo nossa comparação:

A PERSPECTIVA DE SALVAÇÃO NO PENSAMENTO EVANGÉLICO

Para os evangélicos, a salvação é concebida pelo favor imerecido (graça) de Deus ao homem (cf. At.15.11; 2Tm.1.9). Por meio da fé em Jesus (cf. Gl.3.22; Rm.3.26). Esta salvação não vem de obras humanas para que ninguém se glorie (cf. Ef.2.8,9), mas, pela obra de Jesus (cf. Rm.3.24; 5.18,19).

A PERSPECTIVA DE SALVAÇÃO NO PENSAMENTO ESPÍRITA

O espiritismo prega o contrário, diz-se: “fora da caridade não há salvação” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.315. FEB. 2002). Para reparar faltas cometidas nesta ou em outras vidas, o espírita deve praticar boas obras. Ou seja, ele não precisa de Salvador, ele é salvador de si mesmo.

PERSPECTIVA DE FONTE LITERÁRIA DE AUTORIDADE ESPIRITUAL

Para os evangélicos a Bíblia é a autoridade final em matéria de fé, religião e doutrina. Ela é a Palavra de Deus. (cf. 2Tm.3.16; Pv.30.5,6; Dt.4.2; 1Co.4.6).

PERSPECTIVA DE FONTE LITERÁRIA DE AUTORIDADE ESPIRITUAL

A Bíblia não é a Palavra de Deus (cf. Cristianismo e Espiritismo, p.267, FEB 7a edição). Os escritos de Allan Kardec tem mais autoridade para um espírita do que a Bíblia. Principalmente o livro O Livro dos Espíritos. Pode ser considerado a "Bíblia" dos espíritas.

A EXPIAÇÃO DO PECADO, O SACRIFÍCIO PELO PECADO NA VISÃO EVANGÉLICA

Somente o sacrifício de Jesus foi capaz de expiar o pecado da humanidade (cf. Hb.10.12). Para os evangélicos o sacrifício pelo pecado não é possível ser feito por nós. Somente por meio de Jesus, quando na cruz si deu pelos pecadores (cf. Jo.3.16; 1Pe.3.18).

A EXPIAÇÃO DO PECADO, O SACRIFÍCIO PELO PECADO NA VISÃO ESPÍRITA

Através do carma toda a humanidade pode expiar seus próprios pecados. O espiritismo ver a próxima vida como uma chance de purificação. Sendo, portanto, dispensada, a proposta cristã de Jesus como aquele que si oferta pelos pecados. A concepção de expiação do pecado e sacrifício do mesmo se projeta para as próximas encarnação do indivíduo que, com certeza, pagará na próxima vida o que fez de ruim nesta. Nas palavras de Allan Kardec, toda falta cometida, todo mal praticado, é uma dívida contraída que deverá ser paga pelo próprio homem. Através do arrependimento, da expiação (que é o sofrimento) e reparação (que são as boas obras).  Diz-se: "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes...". (O Céu e o Inferno, p.84. FEB. 2013). A expiação do pecado é realizada através do sofrimento da própria pessoa e não de Jesus. Diz-se ainda: "Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências". (idem, p.85).

VISÃO DE DEUS E JESUS NA PERSPECTIVA EVANGÉLICA

Para os evangélicos, Deus é uma pessoa. E o ser humano como pessoa, foi feito a sua imagem e semelhança (cf. Gn.1.26). Deus pensa, raciocina, faz escolhas. E a maior expressão da personalidade divina é Jesus Cristo (cf. Jo.1.18; Cl.1.15; Hb.1.3). Para os evangélicos, Jesus é o logos divino (cf. Jo.1.1) que se fez carne (idem v.14). Isto é, ele é o Deus que se fez carne: "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória". (1Tm.3.16 ACF).

VISÃO DE DEUS E JESUS NA PERSPECTIVA ESPÍRITA

Já os espíritas buscam não tomar partido sobre Deus, sobre os aspectos teístas, panteístas ou deístas. No Livro dos Espíritos, levanta a questão: "Deus é um ser distinto, ou será, como opinam alguns, a resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo reunidas? Se fosse assim, Deus não existiria, porquanto seria efeito e não causa. Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e outra coisa. Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto donde não lograríeis sair...". (P.55. FEB. 1995).

Mas, quando o assunto é Jesus, negam-o como Deus. Diz-se: "Se Jesus, ao morrer, entrega sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus". (Obras Póstumas, p.163. FEB. 2005).

SOBRE A VIDA APÓS A MORTE NA PERSPECTIVA EVANGÉLICA

Majoritariamente, os evangélicos acreditam que após a morte o espírito humano volta a Deus (Ec.12.7; Ez.18.4), entra em juízo (Hb.9.27; Lc.16.22,23), fica aguardando o dia da ressurreição (Jo.5.28,29; Dn.12.2), está consciente quanto a sua vida na terra (Lc.16.27,28; Ap.6.9,10), mas está inconsciente aos fatos posteriores a sua morte, que ocorrem debaixo do sol (Ec.9.5,6) e no dia do juízo final Deus julgará definitivamente determinando morte eterna a todo aquele que não consta no livro da vida (Ap.20.11,12).

SOBRE A VIDA APÓS A MORTE NA PERSPECTIVA ESPÍRITA

Para os espíritas, após a morte, o espírito humano não tem condenação alguma, o seu foco é na nova vida que lhe é determinada para viver, sem lembrança do que fez nem do que foi nas vidas passadas (cf. Livro dos Espíritos, p.214. FEB. 1995) e no aperfeiçoamento de seu espírito (como veremos logo mais). Os espíritos reencarnados pagam em uma próxima existência por faltas que não se lembram. E não vão para julgamento algum. O carma é a justiça celestial, e, portanto, aquele que morreu já tem a sua sentença a ser paga na próxima vida. 

Os que se encontram mortos e ainda não se reencarnaram classificam em ordens ou graus de perfeição ilimitados. "Todavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais. Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza". (O Livro dos Espíritos, p.86. FEB. 1995).

SOBRE A LIQUIDAÇÃO DO MAL, DO PECADO NA PERSPECTIVA EVANGÉLICA

Para os evangélicos, o mal terá seu fim quando Cristo vier, quando houver a ressurreição dos mortos e todos os pecadores serem condenados e Satanás junto com os seus anjos forem condenados também (cf. Mt.25.41,46). Jesus dará fim aos pecados, conforme a profecia prediz (cf. Dn.9.24), e ele estabelecerá justiça eterna. E seu grito na cruz: "Está consumado" (Jo.19.30) foi o início, concedendo o perdão e pago a pena pelo pecado (cf. 2Co.5.21; 1Co.15.3; Gl.1.4; 1Jo.4.10).

SOBRE A LIQUIDAÇÃO DO MAL, DO PECADO NA PERSPECTIVA ESPÍRITA

No caso dos espíritas, o mal fica sem fim, ele não é confrontado diretamente, mas perpetuado por toda eternidade, uma vez que para cada erro cometido exige outro. Assim o problema do mal não é resolvido. Para que um pecado seja expiado por sofrimento exige que outro se cometa, entrando num círculo sem fim.

Os espíritas trocam a expiação de Cristo do pecado através de sua morte na cruz, ressurreição dos mortos para juízo ou salvação definitivo e a vinda de Cristo para dar fim ao pecado, pela teoria da reencarnação. Essa vida passa a ser tida como uma expiação. O que sofremos é justo; foi merecido por nós, nesta ou noutras encarnações. Pois bem, quando um homem mal fere o outro, quando um ladrão furta, quando o pistoleiro mata, nada mais são que instrumentos da justiça divina. Portanto a reencarnação passa a ser um meio de purificação dos pecados dos espíritas. A doutrina espírita, por sua vez, defende que só se faz sofrer quem merece. A liquidação do mal, dar-se-á por uma futura e longa evolução dos espíritos reencarnados até que todos cheguem a um alto estágio de evolução. O que torna privilégio de alguns, pois sempre um mal é quitado exigindo outro. Logo, alguém tem que fazer o serviço ruim. Isto é, esse serviço fica para os espíritos imperfeitos e intermediários fazer.

SOBRE A COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS NA PERSPECTIVA EVANGÉLICA

Os evangélicos reprovam qualquer comunicação com os mortos (cf. Dt.18.9-14), acreditam que, como os mortos ficam em um lugar intermediário, seja paraíso ou inferno, não é possível saírem desses lugares para falarem com os vivos a não ser que voltem a viver (cf. Lc.16.27-31). Assim a prática de consulta aos mortos é espiritualmente perigosa, pois se expõe aos espíritos demoníacos. Anjos caídos que podem tirar proveito da situação.

SOBRE A COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS NA PERSPECTIVA ESPÍRITA

Já os espíritas aprovam plenamente a comunicação com os mortos, não acreditam em céu ou inferno, diz-se: "Em que sentido se deve entender a palavra céu? Julgas que seja um lugar, como os campos Elísios dos antigos, onde todos os bons Espíritos estão promiscuamente aglomerados, sem outra preocupação que a de gozar, pela eternidade toda, de uma felicidade passiva? Não; é o espaço universal; são os planetas, as estrelas...". (O Livro dos Espíritos, p.474. FEB, 1995). Diz-se ainda: "A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade contemplativa, que seria, como temos dito muitas vezes, uma eterna e fastidiosa inutilidade". (O Céu e o Inferno, p.31. FEB. 2013). Eles negam a existência dos demônios, diz-se: "Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra? Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas, porventura, Deus seria justo e bom se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados? ..." (O Livro dos Espíritos, p.100. FEB. 1995). Logo, para os espíritas, nesta questão, não tem com que se preocupar ao consultar os mortos. Eles não acreditam nem no próprio Satã. Diz-se: "Satã, segundo o espiritismo e a opinião de muitos filósofos cristãos, não é um ser real; é a personificação do mal, como nos tempos antigos Saturno personificava o tempo". (O que é o Espiritismo, p.64. FEB. 2011). O inferno? Considera-se um mero pensamento de infância: "Para muitas pessoas, o temor da morte é uma causa de perplexidade. Donde lhes vêm esse temor, tendo elas diante de si o futuro? Falece-lhes fundamento para semelhante temor. Mas, que queres! Se procuram persuadi-las, quando crianças de que há um inferno e um paraíso e que mais certo é irem para o inferno, visto que também lhes disseram que o que está na Natureza constitui pecado mortal para a alma! Sucede então que, tornadas adultas, essas pessoas, se algum juízo têm, não podem admitir tal coisa e se fazem ateias, ou materialistas. São assim levadas a crer que, além da vida presente, nada mais há. Quanto aos que persistiram nas suas crenças da infância, esses temem aquele fogo eterno que os queimará sem os consumir". (O Livro dos Espíritos, p.437-438. FEB. 1995). O inferno considera-se um êxtase humano fantasioso, uma pesadelo, perante a sua inexistência: "Poderíamos perguntar como há homens que têm conseguido ver essas coisas em êxtase, se elas de fato não existem. Não cabe aqui explicar a origem das imagens fantásticas, tantas vezes reproduzidas com visos de realidade. Diremos apenas ser preciso considerar, em princípio, que o êxtase é a mais incerta de todas as revelações [...] Os extáticos de todos os cultos sempre viram coisas em relação com a fé de que se presumem penetrados, não sendo, pois, extraordinário que Santa Teresa e outros, tal qual ela saturados de ideias infernais pelas descrições, verbais ou escritas, hajam tido visões, que não são, propriamente falando, mais que reproduções por efeito de um pesadelo...". (O Céu e o Inferno, p.54-55. FEB. 2013).

QUEM É O ESPÍRITO SANTO PARA OS EVANGÉLICOS?

Para os evangélicos, o Espírito Santo é uma pessoa da divindade (Mt.28.19; 2Co.13.13; 1Pe.1.2), ele convence, anuncia, guia, faz lembrar, glorifica a Jesus e se entristece (cf. Jo.14.26; 16.7-14; Ef.4.30). E como tal é o substituto de Jesus aqui na Terra (cf. Jo.14.16,17). Ele é chamado de outro Consolador. Isto é, assim como Jesus veio para consolar e o Espírito Santo esteve sobre ele para isso (Is.61.1-2), o mesmo Espírito Santo agora faz também.

QUEM É O ESPÍRITO SANTO PARA OS ESPÍRITAS?

Já os espíritas associa o Espírito Santo, o outro Consolador, ao próprio espiritismo. Diz-se: "Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo havia dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido. O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: 'Ouçam os que têm ouvidos para ouvir'. O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores". (O Evangelho Segundo O Espiritismo, p.156,157. FEB. 2002).

SOBRE A REVELAÇÃO DE DEUS AOS HOMENS NA PERSPECTIVA EVANGÉLICA

Os evangélicos entendem que Deus se revela na natureza, chama-se de revelação natural. Onde qualquer ser humano, em suas faculdades mentais normais, pode compreender que há um criador de tudo o que ele observa ao seu redor (cf. Sl.19.1-6; Rm.1.20).

Mas, o entendimento de Deus, do sentido da vida, se compreende por meio da revelação especial de Deus, que se deu por meio da Bíblia, ela registra a criação, a queda, a redenção e a glorificação. Nela Deus deu duas revelações ao homem: A Lei (Velho Testamento) e o Evangelho (Novo Testamento). A Lei veio por Moisés e o Evangelho por Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo, fruto deste Evangelho, escreveu uma carta datada aproximadamente 57 anos d.C. e nela se diz: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” (Gl.1.8). Mediante este fato não há lugar para uma terceira revelação! (ver ainda 1Tm.4.1 escrita em 64 anos d.C.).

SOBRE A REVELAÇÃO DE DEUS AOS HOMENS NA PERSPECTIVA ESPÍRITA

O espiritismo surgiu na história como a terceira revelação de Deus. Sendo: a PRIMEIRA  o Velho Testamento, por intermédio de Moisés, a SEGUNDA o Novo Testamento, por intermédio de Jesus e a TERCEIRA o Espiritismo, por intermédio dos espíritos. Diz-se: "A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la em nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários". (O Evangelho Segundo o Espiritismo”, p.64. FEB. 2002).

OS EVANGÉLICOS PREGAM A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

Creem na ressurreição de Jesus (cf. Mt.28.1-7), fato confessado por todo cristão de verdade (cf. Rm.10.9), testemunhado pelos apóstolos e por mais de quinhentas pessoas (cf. 1Co.15.3-6). Esperança de cada cristão (cf. 1Co.15.22,23). A definição bíblica de “ressurreição” é a volta da alma ao corpo que foi por ela abandonado. Exemplos: Lc.8.53-55; 1Rs.17. 22; Lc.7.11-15.  Foi isso o que ocorreu com Jesus Cristo, Ele ressuscitou em carne e osso (cf. Lc.24.39). A Bíblia Judaica, o A.T., prega a ressurreição do corpo (cf. Is.26.19). O credo judaico criado por Moses Maimonides, um judeu espanhol que viveu no séc. XII d.C., no 13o ponto reza: “Creio, com perfeita fé, que haverá o reavivamento dos mortos...” Marta cria assim (cf. Jo.11.23,24). Segundo explica o apóstolo Paulo, a ressurreição é um ato divino que milagrosamente faz reviver aquele que morreu por meio dos seus restos mortais, que na sua analogia, é como se fosse semente: “Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm? Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer; e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado”. (1Co.15.35-38 ARA).

OS ESPÍRITAS PREGAM A REENCARNAÇÃO DOS MORTOS

Creem na “reencarnação”, Allan Kardec definiu assim: “A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.99. FEB. 2002). Consequentemente negam a ressurreição bíblica ou corpórea de Jesus, negam a ressurreição do corpo. Diz-se: "a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos". (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.99).

CONCLUSÃO

De acordo com o exposto aqui, podemos concluir que as diferenças entre os evangélicos e o espíritas kardecistas é abismal. Consequentemente, o cristianismo não tem nada haver com o espiritismo. São teologias antagônicas, embora concordem na existência de Deus, suas doutrinas são rivais.

O espiritismo usa uma propaganda enganosa de “cristãos”. Arroga para si a condição de ser o autêntico cristianismo. Mas na verdade, como faz a comparação de Jesus, são lobos disfarçados de ovelhas (cf. Mt.7.15). Assim dizem: “Se o cristianismo sobreviver, o espiritismo deve morrer; e se o espiritismo tiver de sobreviver, o cristianismo deve desaparecer. São a antítese um do outro...” (Mind and Matter, Junho de 1880). 

A verdade é que o espiritismo nunca mostra a sua face. Ele se esconde por trás das “boas” apresentações, e nada mais é atraente do que usar o slogan de “cristão”.

E continuam: “A doutrina espírita nos ensina a praticar o cristianismo em sua forma mais pura e simples. Assim, o espírita procura ser um bom cristão. Ele sente que precisa combater seus próprios defeitos e praticar os ensinamentos de Jesus” (O Espiritismo em Linguagem Fácil, p.61).

Para “praticar o cristianismo em sua forma mais pura e simples”, em primeiro lugar, seria preciso que o espiritismo tivesse sua base na Bíblia e suas crenças fossem as mesmas do cristianismo. O espiritismo usa falsa propaganda quando afirma isso.

Allan Kardec declara que os espíritas são os mais genuínos cristãos. Para isso aplica duas estratégias: “É preciso que nos façamos entender. Se alguém tem uma convicção bem assentada sobre uma doutrina, ainda que falsa, é necessário que o desviemos dessa convicção, porém pouco a pouco. Eis porque nos servimos, quase sempre, de suas palavras e damos a impressão de partilhar de suas idéias, a fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco” (“O Livro dos Médiuns”, Ltda., 1985, p.495).

O texto acima tira a máscara cristã que Allan Kardec pretende dar ao espiritismo:

1) “nos servimos... de suas palavras”;

2) “damos a impressão de partilhar de suas ideias”.


Com que propósito? “A fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco”. Assim para atingir seu objetivo, elogia Jesus Cristo, mas logo em seguida faz seus duros ataques aos ensinamentos cristãos e se vê no direito de remover da Bíblia o que ela diz contra o espiritismo e acrescentar na Bíblia o que eles pensam.

Artigo relacionado no blog: http://anti-heresias.blogspot.com.br/2009/04/espiritismo.html

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