segunda-feira, 1 de outubro de 2012

VERDADE OCULTA X TEMPLOS CRISTÃOS, SANTA CEIA E CULTO A DEUS


O Sr. Rubens, o apresentador do site no YouTube VERDADE OCULTA vem cada vez mais se equivocando. E quem conhece o canal dele no You Tube sabe que ele combate fortemente a existência dos templos cristãos e santa ceia cristã. Todavia, o depoimento da Escritura é muito incisivo. E para não ser repetitivo relembro aos leitores que o blog ANTI-HERESIAS tem a disposição o texto aqui onde essas falácias do Rubens já são refutadas. Apenas quero acrescentar o depoimento histórico para que você, caro leitor, venha ter uma opinião formada sobre o assunto e não ficar só bebendo dos vídeos do canal VERDADE OCULTA sem contexto bíblico e nem histórico.

Veja por exemplo a declaração de Justino Mártir, que escreveu por volta de 150 d.C., revelando a nós que era prática costumeira da igreja celebrar a santa ceia na igreja:

“Após as orações, nós nos saudamos com o ósculo santo. À pessoa presidindo [o culto] são então trazidos pão e um copo com vinho misturado com água, e, tomando-os, ele dá louvor e glória ao Pai do universo, no nome do Filho e do Espírito Santo, e graças (...) e quando conclui as orações e ações de graças, todos os presentes concordam dizendo amém (...). Aqueles chamados diáconos distribuem então aos presentes o pão e o vinho pelos quais ações de graças foram dadas - e aos que estão ausentes eles levam porções. Esse alimento é chamado entre nós eucaristia, da qual ninguém pode participar senão os que crêem que o que ensinamos é verdade, e os que tenham sido [batizados] e vivam como Cristo ordenou. Não recebemos o pão e o vinho como alimentos comuns (...). A exortação mútua é feita continuamente. Os que entre nós são abastados socorrem os pobres. No dia chamado Domingo, todos (...) se reúnem, e os escritos dos apóstolos e dos profetas são lidos, e [a pessoa presidindo] então ensina e exorta (...). Então todos se levantam e oram, e, como dito acima, pão e vinho são trazidos”. (História da Igreja – o grifo é meu). Fonte: www.agirbrasil.org.br (site fora do ar) link alternativo

A igreja de Cristo desde os seus primeiros séculos funcionava organizada. No começo eles se reunião no templo (At.2.46) embora fosse o templo judaico. Posteriormente temos depoimentos de historiadores que os cristãos do século I d.C. se reunião em casas particulares, e em salões alugados. Mais tarde, nas perseguições, se reunião nas catacumbas e cavernas. Nos períodos em que cessavam temporariamente as perseguições, construíram-se templos para as igrejas. Porém, tempos depois, com Diocleciano e seus sucessores de 303 a 310 d.C. determinaram nesse período uma série de editos contra o cristianismo, e um deles era a destruição desses templos cristãos que foram construídos anteriormente. Em alguns lugares os cristãos eram encerrados nos seus templos, e depois lhe ateavam fogo, com todos os membros dentro. (História da Igreja Cristã - Editora Vida, p. 53 e 70 – o grifo é meu).

O Sr. Rubens desconhece ou se omite de dizer aos seus espectadores que a igreja cristã nas duas primeiras décadas de existência era TOTALMENTE composta de judeus. E até o ano 50 d.C. a maioria ainda era de judeus cristãos. E como judeus convertidos a Jesus não abandonaram as suas sinagogas, pelo contrário, eles freqüentavam costumeiramente e na oportunidade anunciavam Jesus o Messias prometido. Pois Jesus “veio para os seus” mesmo (Jo.1.11). Assim, muitas dessas sinagogas tornavam-se inteiramente cristãs. Inclusive o rabino. Não é por acaso que Tiago escreve na carta assim:

“Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem com anéis de ouro nos dedos, em trajos de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso, e tratardes com deferência o que tem os trajos de luxo e lhe disserdes: Tu, assenta-te aqui em lugar de honra; e disserdes ao pobre: Tu, fica ali em pé ou assenta-te aqui abaixo do estrado dos meus pés, não fizestes distinção entre vós mesmos e não vos tornastes juízes tomados de perversos pensamentos”. (Tiago 2.1-4).

Já virou jargão do canal VERDADE OCULTA o Sr. Rubens falar que os templos cristãos são “sinagogas de Satanás” fazendo alusão ao texto de Ap.2.9 e 3.9 questão respondida no texto disponível para download citado já aqui. Ora, as sinagogas eram uma forma dos judeus se congregarem por não terem o templo, pois havia sido destruído na primeira dispersão em 586 a.C. E Tiago escreve a referida carta para esses judeus, agora convertidos, não é por acaso que ele escreve no início:

“Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações”. (Tg.1.1).

Em fim, essas sinagogas passaram a ser modelos de lugares para a igreja de Cristo se reunir. No hebraico quer dizer “casa de reunião”, também chamada “casa de oração”. Termo recitado por Jesus ao templo (Mt.21.13) referindo-se ao profeta Isaías 56.7. Não poderia ser diferente o surgimento de templos cristãos uma vez que o cristianismo nasce do judaísmo e disse o nosso próprio Senhor Jesus: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus”. (Jo.4.22). Na carta aos Hebreus, como o nome já diz, dirigida a judeus convertidos da primeira dispersão, escrita muito próxima da segunda dispersão (ano 63 d.C) que veio a acontecer no ano 70 d.C. onde novamente foi destruído o templo, conforme previu Jesus (Mt.24.2); lá se admoesta aos irmãos em Cristo:

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima”. (Hb.10.25).

Talvez você diga: “Jesus nunca mandou construir templos”. E onde está escrito que Jesus proibiu? São argumentos vagos como esses, apelando para o velho escapismo do silêncio das Escrituras, que o Sr. Rubens vai se segurando na credibilidade de alguns.

Quer dizer, não há um silêncio total, pois constamos aqui textos bíblicos que falam de cristãos reunidos em sinagogas que serviram de embrião para os templos que no fim do século II d.C. foram construídos. Mas, destruídos no início do século III d.C., e reconstruídos posteriormente a promulgação do Edito de Tolerância, ocorrido em 313 d.C. (séc. IV d.C.) pelo imperador Constantino. Esses ditos templos destruídos foram restaurados e novamente abertos em toda a parte do império romano (História da Igreja – Editora Vida, pág.70,71).

Diante disso, algumas perguntas não querem calar:

Estavam os cristãos do fim do século II d.C. desviados por construírem templos? Ou há muito tempo não o fizeram por causa das perseguições? A igreja que nasceu toda formada por judeus não pode de forma alguma ter suas raízes culturais presente em sua adoração? Como pode ser isso se a própria Escritura testifica: “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas”. (Rm.9.4)? Negaremos tudo porque os judeus foram incrédulos? A Escritura nos responde: “E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem...”. (idem 3.3,4). Porque os apóstolos se reunião no templo (At.2.46)? O fato das Escrituras nos dizer que somos templo do Espírito Santo implica em descartar o templo onde nos reunimos para o culto?

E por falar em “culto” o Sr. Rubens postou em seu canal no início deste ano que o cristão não tem que cultuar a Deus, veja o vídeo: O LIXO GOSPEL, nos dois primeiros minutos ele alega que Deus não precisa de adoração. Ora, sabendo de onde vem esse argumento não poderíamos esperar outra coisa. Uma vez que ele nega os templos cristãos, para fortalecer sua teoria, parte também para a depreciação do culto. Todavia, Jesus rebate esse erro, vejamos só algumas palavras dele:

“Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. (Mt.4.10).

“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. (Jo.4.24).

“Mas, vendo os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que Jesus fazia e os meninos clamando: Hosana ao Filho de Davi!, indignaram-se e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?” (Mt.21.15,16). Detalhe: “Hosana” era na época de Cristo uma expressão de louvor a Deus. 

"... Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas! Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreende os teus discípulos! Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão”. (Lc.19.38-40).

Em todas essas passagens não tem como negar que está contida a adoração a Deus. E mais, o apóstolo Paulo fala do culto como uma prática comum dos cristãos do século I d.C. Está escrito:

“Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação”. (1Co.14.26). Ora, o que é o “salmo” se não “louvor a Deus”? O salmo era usado muito nas sinagogas judaicas como cânticos, adoração, louvores a Deus, culto. Que posteriormente veio a ser assimilado pelos judeus convertidos, inclusive Paulo, e conseqüentemente nas igrejas dos gentios.

Tiago, também escreveu:

“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores”. (Tg.5.13).

O Sr. Rubens se nega a adorar o Criador. Entretanto, a Escritura diz: “ninguém pode dizer: Senhor Jesus! Senão pelo Espírito Santo”. (1Co.12.3). Se na letra de uma canção em um culto a Deus consta a frase “Senhor Jesus” concluímos pelas Escrituras que é pelo Espírito Santo que se diz isso, então porque Rubens declara “que Deus idiota é esse que gosta que você fique batendo palmas, que fique cantando pra ele e ele se alegra em ver você cantar”? Rubens blasfema do Espírito Santo? Tire suas próprias conclusões. Ele está no mínimo equivocado ao negar culto a Deus e fomentar isso nos outros. Vemos nas Escrituras que Hananias, Misael e Azarias se negaram a prestar culto à estátua de Nabucodonosor; e fizeram isso por se tratar de um falso deus (um ídolo). Todavia, o Criador de todas as coisas é um falso deus para negarmos adoração a ele?

CONCLUSÃO

Venho mais uma vez alertar o povo de Deus a não se ludibriarem pelas generalizações e falácias do Sr. Rubens. Ele é devoto da “TEORIA DA CONSPIRAÇÃO”. Sua crença é centralizada nisso. Portanto, a Bíblia, Deus, Jesus, religião, doutrina, teologia, a sua própria vida, inclusive “ganha pão” giram em torno disso. A mensagem que Rubens passa não é sadia, não é centralizada na Palavra de Deus; e nem em Jesus Cristo.


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