sábado, 4 de fevereiro de 2012

EVANGÉLICOS ROMANIZADOS



Talvez você ache estranho o título de minha postagem, mas é isso mesmo que você leu. Existem muitos evangélicos hoje no Brasil, mas será que são PROTESTANTES? Será que são mesmo EVANGÉLICOS? Ou estão ainda debaixo das influências da Igreja Católica Apostólica Romana? Às vezes pensamos que as influências do catolicismo romano só ocorrem nos seus dogmas principais e, como não os seguimos mais, achamos que nos libertamos da influência romana. Todavia, existem muitas práticas romanas que ainda precisam ser reformada pela igreja evangélica. Se não vejamos:

Um povo preso ao calendário Católico Romano.
As igrejas evangélicas insistem em celebrar páscoa romana, natal, e até festa junina. Jesus nos ordenou duas coisas: batizar e fazer memória de sua morte, algo que fazemos nas ceias todo mês. Entretanto, persistimos em celebrar até o carnaval. A igreja precisa se libertar dessas amarras e criar o seu próprio calendário. Temos por exemplo o dia 31 de outubro uma excelente data comemorativa. Pois foi o dia da reforma protestante. O dia da Bíblia também é uma data bem significativa. E o natal? Jesus nasceu no mês Tishri do calendário judaico. Equivale aos meses de setembro/outubro. Porque em setembro não separamos um domingo para celebrarmos o natal evangélico? Porque são evangélicos romanizados. Às vezes vejo escritores, pastores e apologistas cristãos criticando os evangélicos judaizantes, mas não vêem que é muito pior ser evangélico romanizado.

Um povo preso a figura papal de igreja sede (Roma) e paróquias.
Não é difícil de perceber a forma organizacional de nossas denominações o quanto copiamos o modelo papal, e ainda achamos que somos bíblicos. Não me entra mais esse modelo de “pastor presidente” de “sede” e “igrejas filiais”. Só na cabeça dura de líderes papais que isso não muda. A Bíblia é muita clara. Não existiu primazia nem entre os apóstolos (Mc.10.42-44), quanto mais entre os pastores de sede e filiais. Esse modelo é um modelo papal. Você que é leigo no assunto talvez esteja se perguntando: Porque não mudam? Ora, porque são evangélicos romanizados. A sede pela primazia e poder não ficou só em Roma, se espalha entre os evangélicos. Que hoje, alguns líderes se declaram: apóstolos, patriarcas, pais apostólicos, etc.

Um povo preso ao continuísmo da revelação.
É incrível a influência romana nesse tópico. Veja bem, o que é o continuísmo da revelação? É a crença de que Deus continua revelando seus segredos e doutrinas ao seu povo. Em fim, aquilo que era discurso da igreja romana é também discurso de evangélicos romanizados. Vários pastores hoje ficam declarando: Recebi um rhema de Deus! Outros dizem: Temos uma nova mensagem de Deus: células! Outros dizem: Em Toronto Deus derramou uma nova unção. Ambos os lados não querem admitir a verdade de que Deus encerrou sua revelação. De que tudo que Ele tem para dizer ao homem está na sua Palavra, a Bíblia. (Leia em seqüência: Hb.1.1,2; Ap.1.1 e 22.18).

Um povo preso a tradições humanas.
Assim como o catolicismo romano ensina e divulga suas tradições extras bíblicas, há entre os evangélicos a mesma raiz romana. Temos por exemplo a tradição de mantermos um perfil de igreja tradicional. Onde o pastor não passa de um capelão. Que se foca no bem estar de seus congregados. Cadê a igreja missionária? Onde estar o pastor que é o facilitador de vidas? Que se foca na capacitação e preparo de seus congregados para a obra de Deus? (ler Mt.15.3).

Um povo que na prática defende o ministério de sacerdócio.
A figura do padre no catolicismo romano migrou-se para as igrejas evangélicas. Onde o pastor parece representar Deus na Terra, quando na verdade todos os crentes em Jesus são sacerdotes diante de Deus (1Pe.2.9). No meio do movimento controverso neopentecostal os líderes tornam-se como: Arão, Melquisedeque, Levi. Que absurdo! A figura pastoral, ao invés de líder servo, exemplar e que compartilha, torna-se dominador e centralizador.

Um povo cheio de superstições.
O povo evangélico em muitas denominações segue um monte de superstições semelhante ao catolicismo. São crendices que vão desde o copo com água, passa pelos atos proféticos, até solicitar oferta de 911 reais, como se essas coisas pudessem ativar algum mecanismo espiritual que produz bênção. Isso em nada fica de diferente das práticas católicas. Onde tem água benta, ramos, velas, etc. (Leia Jo.4.24).

Conclusão

A igreja evangélica precisa de uma reforma completa. A boa obra que os reformadores começaram não foi conclusiva. Temos que dar continuidade nisso prosseguindo na verdade bíblica, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus, nosso Senhor.


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