quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

TEOLOGIA RELACIONAL















Um novo gênesis... E disse os homens: “Façamos um deus conforme a nossa imagem e semelhança”.

O QUE É ISSO?

É uma corrente que traz uma nova matriz de fé para a igreja, rompendo com a crença evangélica predominante. Esta nova teologia é parecida com “Teísmo Aberto” norte americano divulgado pelos teólogos Clarck Pinnock, Richard Rice, John Sanders, William Hasker e David Basinger. Havendo algumas diferenças entre uma e outra. Outras curiosidades sobre este termo teológico confira no texto: “Teologia Relacional – que bicho é esse?” no site de Ricardo Gondim

SUAS RAÍZES


Estudiosos concordam que esta doutrina é parecida em alguns aspectos com o panenteísmo ou teologia processual. Porque prega um Deus mutável, isto é, um Deus que está em contínuo processo de mudança. Vejamos algumas divergências doutrinárias entre o Teísmo (crença teológica ortodoxa) e o Panenteísmo, “Sistema filosófico e teológico que vê todos os seres em Deus” (léxico eletrônico Aurélio XXI):

No Teísmo:
Deus é o criador
Deus é soberano sobre o mundo
Deus é independente do mundo
Deus é imutável
Deus é absolutamente perfeito
Deus é realmente infinito

No Panenteísmo:
Deus é o diretor
Deus está trabalhando com o mundo
Deus é dependente do mundo
Deus é mutável
Deus está se aperfeiçoando
Deus é realmente finito

PONTOS IMPORTANTES DA TEOLOGIA RELACIONAL:

· Deus está no tempo se relacionando com suas criaturas. Sendo assim, o futuro também é futuro para Ele;
· Esta nova teologia não nega a onisciência de Deus, mas acredita que o livre arbítrio do homem é absoluto. Pelo fato de Deus ser amor. Pois não há amor sem liberdade total. Por ser o amor, o maior atributo de Deus;
· Deus conhece parcialmente o futuro. Entende-se que o futuro não está pronto;
· Deus muda e se arrepende. Nesta teologia, Deus está em um constante processo de mudanças. Por isso, os cuidados com as figuras de linguagem são deixados de lado, para que os textos bíblicos referentes possam ser entendidos melhor.

REFUTAÇÕES TEOLÓGICAS

UMA CONFUSÃO TEOLÓGICA

O problema na teologia relacional foi querer combater a doutrina dos decretos divinos do Calvinismo, porém atropelou a doutrina bíblica do pré-conhecimento de Deus, que é defendida pelo Arminianismo. Ficando assim como “nem é carne, nem é peixe”. Se por um lado os arminianistas sustentam o livre arbítrio e o pré-conhecimento divino, por outro os calvinistas sustentam a soberania de Deus e seus decretos. Acredito que estas duas correntes teológicas surgiram na história da igreja para equilibrar os pensamentos. Agora a teologia relacional surge no meio para confundir as coisas. E tudo que surge para fazer confusão não provêm de Deus. Como disse o apóstolo e teólogo Paulo: “porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos.” 1Co.14.33

UM DEUS MENSURÁVEL

O próprio autor do livro “A Natureza e o Caráter de Deus” se contradiz quando lá cita: “Um Deus compreendido não é Deus algum” (Idem, pág.73). O Deus da teologia relacional é um deus parecido com o homem. Ele tem todos os sentimentos que qualquer ser humano tem. Até os mais conflitantes como arrependimentos, dúvidas, incertezas, lembranças e esquecimentos. O Deus da teologia relacional é um deus que qualquer pessoa pode compreender. Sem nenhum mistério e sem nenhuma dificuldade de entendê-lo. Esta teologia surgiu porque as pessoas não aceitam a revelação bíblica do jeito como está sendo revelada, prefere dar um “jeitinho”. Atitude de muitos sectários do século XIX e XX como:

Charles T. Russel (fundador das Testemunhas de Jeová), Sun Myung Moon (fundador da Igreja da Unificação), Witness Lee (fundador da Igreja Local), Carlos A. Moysés (fundador da Igreja Voz da Verdade), Alziro Elias David Abraão Zarur (fundador da LBV), David Brandt Berg (fundador dos Meninos de Deus), Joseph Smith (fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Todos estes homens criaram suas heresias e fundaram suas seitas porque não aceitavam a revelação bíblica como é revelada, preferiram sempre inventar, adequar à compreensão humana àquilo que era mistério de Deus como: As três pessoas da divindade, a invisibilidade de Deus, a ressurreição de Cristo, a divindade de Cristo, as duas naturezas de Jesus e etc. Fico preocupado com a igreja evangélica do século XXI, pois mais uma vez não estão aceitando a revelação bíblica, questões imensuráveis como: a eternidade de Deus, sua imutabilidade, sua onisciência, estão sendo adequadas ao entendimento humano. Estão preferindo reinventar Deus, como fizeram os fundadores das seitas supracitados, o que pode acontecer? A história se repetir, novas seitas surgirem e novas divisões também.

REFUTAÇÕES DA PALAVRA DE DEUS A TEOLOGIA RELACIONAL

1. A BÍBLIA REVELA UM DEUS ATEMPORAL
Deus não precisa experimentar o tempo para se relacionar com suas criaturas, para isso Ele usa da sua onipresença. (Pv.15.3; Sl.139.7,8)
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O conceito bíblico de eternidade vai além de nossa compreensão humana e limitada. Somente iremos compreender um pouco quando o Senhor se manifestar nas nuvens e nos encontrarmos com Ele (1Co.13.9-12). Enquanto este momento não chega o que posso dizer é que Deus criou “todas as coisas”:

Is.44.24: “Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra”.

Jr.10.16: “Não é semelhante a estas Aquele que é a Porção de Jacó; porque ele é o Criador de todas as coisas, e Israel é a tribo da sua herança; SENHOR dos Exércitos é o seu nome”.

Jo.1.3: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”.

“Todas as coisas” incluem: o tempo (passado, presente e futuro), o espaço (altura, largura e profundidade) e a matéria (sólido, líquido e gasoso). Deus existe antes de tudo isso ser criado (Cl.1.17). Por isso Deus é atemporal, ilimitado e imaterial. Os textos bíblicos que atribuem “tempo” a Deus são apenas colocações humanas para descrever o divino. Gostaria de tomar como exemplo uns comentários da hermenêutica bíblica da profecia:

“A profecia está no nível do próprio profeta. Ele falou da futura glória nos termos de sua própria sociedade e experiência”.

“A forma e o caráter da profecia são condicionados pela época e pela localização do escritor”.

Como você viu, até as profecias eram condicionadas ao profeta. Em momento algum o profeta falaria de Deus da forma como Deus vê. Ele ia ouvindo ou sendo inspirado na sua revelação e descrevendo dentro da sua condição humana de compreensão. E isso ocorre dezenas de vezes com os autores bíblicos. Solo fértil para os seguidores da teologia relacional que usam justamente passagens bíblicas com essa característica.
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Deus interage com o homem (Jr.33.3), ama o mundo (Jo.3.16), trabalha em nosso caráter nas circunstâncias da vida (1Pe.1.6,7), mas não cria o futuro conosco. O passado vira história, o presente pertence a nós, mas o futuro pertence a Deus. Ele nos chama para sermos cooperadores na criação do presente e não do futuro. Como diz em Hb.3.15: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação.” Ele nos convida a plantarmos coisas boas no presente para colhermos no futuro: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl.6.7).
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A história já está construída por Deus. Ele construiu mediante as nossas futuras ações, reagindo a elas utilizando a sua presciência.
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Os proponentes da Teologia Relacional deveriam em primeiro lugar negar que Deus criou todas as coisas, antes de seguirem em frente.

2. A BÍBLIA REVELA O PRÉ-CONHECIMENTO DIVINO
Gostaria de colocar aqui algumas posições minhas a respeito do pré-conhecimento de Deus antes de citar textos bíblicos:

a) Deus conhece todas as dimensões do futuro. Ele não decreta somente as prever. E as coisas acontecem como Ele as previu não porque determinou, mas porque o futuro é presente para Ele. Os textos bíblicos que falam dos planos ou desígnios de Deus não podem ser confundidos com a doutrina calvinista dos “decretos divinos”. No Catecismo Maior de Westminster, na pág.18, define:
“Pergunta 12. Que são decretos de Deus? Os decretos de Deus são atos sábios, livres e santos do conselho de sua vontade, pelos quais, desde toda eternidade, ele, para sua própria glória, imutavelmente predestinou tudo o que acontece, especialmente com referência aos anjos e aos homens”.

b) A posição mais equilibrada é que Deus sabe exaustivamente o futuro, porém não o determina, pois considera o livre arbítrio humano. Está escrito na Bíblia que: aquele que crê será salvo e aquele que não crê será condenado (Jo.3.36; Mc.16.15), aquele que confessar Jesus será confessado por Ele e aquele que não o confessar será negado por Ele (Lc.12.8,9), que todo Israel será salvo (Rm.11.26), que iremos morar no céu (Jo.14.2,3), que Cristo voltará (Mt.24.30), que o Diabo será lançado no lago de fogo (Ap.20.10), que seremos arrebatados (1Ts.4.17), que os ímpios serão lançados no inferno (Mt.25.41; Sl.9.17) e etc. Estes textos não são decretos divinos, mas previsões de um Deus onisciente que nos ama e nos revela em sua Palavra. REVELAÇÕES não são DECRETOS.

c) Os seguidores da teologia relacional dizem que “a Bíblia afirma repetidas vezes que futuras ações de Deus dependem do comportamento de seres humanos”. Não é bem assim. Na verdade Deus já sabe que ações tomaremos e já tem a atitude que tomar. Isso não é decreto de Deus, mas o Seu pré-conhecimento.

d) Vamos acreditar que a queda de Adão foi uma surpresa para Deus? Que em Gn.8.1 Deus esqueceu de Noé na arca? Que em Gn.18.21 Deus precisou descer para verificar Sodoma e Gomorra? Que em Gn.18.32 Deus não sabia quantos justos havia em Sodoma e Gomorra?

Gostaria também de colocar algumas posições dos apologistas da fé cristã mais antigos do que eu:

Justino Mártir (100-165 d.C.) afirmava que Deus conhecia, desde toda eternidade, aqueles que seriam salvos...
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Cipriano (200-258 d.C.) falava do pré-conhecimento como atributo do Espírito Santo.

Irineu (120-202 d.C.) falava do pré-conhecimento de Deus a respeito das falsas doutrinas.

Atualmente, Willian Lane oferece uma defesa muito interessante sobre o conhecimento exaustivo de Deus em oposição ao seu suposto conhecimento parcial:

“Seu conhecimento do futuro não pode ser baseado em pré-ordenação... Ele conhece nossos pensamentos, intenções e até nossos atos pecaminosos. Considerando que Deus não é responsável por estas atividades humanas, segue-se que Ele não as produz. São, portanto, verdadeiramente ações livres... e o pré-conhecimento de futuras ações livres”.

Assim a palavra de Deus nos revela que Deus sabe de antemão todas as coisas. Vejamos apenas algumas passagens:

Hb.4.13: “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas”.

Sl.139:1,3,4: “SENHOR, tu me sondas e me conheces... Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda”.

Is.44.6,7: “Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Quem há, como eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir!”

Jo.21.17: “Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas”.

O texto citado pelos divulgadores da teologia relacional, em que afirmam que Deus provava Abraão para saber se podia confiar nele, é uma tentativa fracassada de conquistar simpatizantes para essa nova teologia.
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O fato ocorrido em Gn.22.11,12 não implica em dizer que Deus não sabia o que Abraão iria fazer. Esta “prova” de Deus não foi para saber que atitude Abraão iria tomar ou se podia confiar nele. Somos provados para que nossas atitudes sejam conhecidas por nós mesmos e para que nossa fé seja aperfeiçoada. Como somos finitos no saber, Deus nos põe a prova para ficarmos cientes de nossas atitudes, sendo elas boas ou ruins. Assim como o ouro é provado, depois de passado pelo fogo tornasse aperfeiçoado: “... estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor...” (1Pe.1.6,7 - versão Standard2G). Vejamos este texto em uma linguagem mais clara: “... muitos tipos de provações que vocês estão sofrendo. Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme...” (Idem, versão NTLH).
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E mais, como Deus iria fazer promessas tão definidas a Abraão (Gn.12.1-3), se mais tarde Ele iria “prová-lo”? Não seria mais lógico Deus “prová-lo” primeiro, para depois lhe fazer promessas?

Fechando a questão:

Não tem como explicar a maneira como os teólogos relacionais conceituam a relação onisciência divina e futuro diante das palavras gregas “prographo” (designar de antemão, de anunciar, descrever, retratar abertamente) e “palai” (há muito tempo, de tempos antigos, anterior) que estão presentes no seguinte texto: “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito [do grego palai], foram antecipadamente pronunciados [do grego prographo] para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”. (Jd.v.4). Como Deus poderia sentenciar no passado a condenação destes hereges se eles nem haviam nascido? Como Deus poderia condenar essas pessoas de antemão se elas ainda não haviam apostatado? Diante disso só podemos concluir que o futuro é conhecido inteiramente por Deus, confirmando o pensamento dos pais da igreja como citei anteriormente, e Ele reage de forma soberana (Êx.33.19) e justa (Pv.24.12) diante de nossas ações. E todas as tragédias da vida ficam vinculadas à consequência do pecado (Rm.5.12; 6.23; 8.20-22; Gn.3.17; Sl.38.3 e etc.).

3. A BÍBLIA REVELA UM DEUS QUE NÃO É HOMEM PARA QUE SE ARREPENDA

Nas Escrituras ocorre muito o quê chamamos de antropopatia: “Atribuição de sentimentos humanos à divindade, ou a outros seres ou coisas da natureza” (Léxico Eletrônico Aurélio XXI). Não é que Deus disse isso e depois mudou de ideia. Sentimentos humanos como o arrependimento, lembrança, esquecimento, dúvida, incerteza, são atributos humanos que não são compartilhados por Deus. Assim como a onisciência, onipresença e onipotência são atributos divinos que não são compartilhados pelo homem. Já existem outros sentimentos como amor, ira, felicidade, amizade, misericórdia, tristeza, bondade, que ambos compartilham destes atributos. Que na verdade são os atributos de Deus que o homem compartilha por ser criado a imagem e semelhança de Deus (Gn.1.26). A teologia relacional inverte as coisas, parece que o deus desta crença foi feito à imagem e semelhança do homem. A teologia relacional é o novo Gênesis, onde o criador é o homem e deus é a criatura. Os textos bíblicos que apresentam Deus arrependendo-se ou lembrando-se ou esquecendo-se ou tendo dúvida ou incerteza de alguma coisa, são frequentemente utilizados pelos relacionais para sofismarem. Vejamos uma passagem bíblica que ocorre isso (colocarei entre parênteses o sentido figurado):
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“Agora, pois, deixa-me (figurado), para que se acenda (figurado) contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação. Porém Moisés suplicou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Por que se acende (figurado), SENHOR, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão (figurado)? Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te (figurado) deste mal contra o teu povo. Lembra-te (figurado) de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. Então, se arrependeu (figurado) o SENHOR do mal que dissera havia de fazer ao povo”. Êx.32.10-14

Explicação do texto: Deus já sabia que Moisés iria interceder para o povo ser poupado (Sl.139.4). Por isso agiu em conformidade com a intercessão de Moisés. Essa “ação”, ou melhor, essa “reação” divina, é expressa pelo escritor bíblico em linguagem figurada como “arrependimento”. Note que Moisés pede a Deus para “lembrar” da promessa que Ele fez a Abraão. O autor do livro “A Natureza e o Caráter de Deus” não sabe distinguir os atributos humanos que Deus pode ou não compartilhar, por isso ele diz: “Alguns insistem em que essas ações mencionadas na Bíblia, aparentemente pessoais e sucessivas, são meras analogias, antropomorfismos e antropopatismos... Se for assim, o simples relato bíblico poderia ser, de fato, apenas uma adaptação imaginária à nossa forma de compreender”. (Idem pág.44).

A PROBLEMÁTICA DA PALAVRA “ARREPENDIMENTO”

Não podemos seguir literalmente os textos que envolvem arrependimento de Deus como Gn.6.6; 1Sm.15.35; 2Sm.24.16; 1Cr.21.15; Jr.42.10. Pois seria uma contradição a Números 23.16: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa”. Esse suposto arrependimento de Deus é apenas uma maneira do autor bíblico dizer que Deus “reagiu” as ações humanas. Na relação: Deus e homem na Bíblia, você sempre terá as ações humanas e as reações divinas em compatibilidade com nossas ações. Isso ocorre porque Deus antevê o nosso futuro, reagindo a ele de forma soberana: “... terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer”. (Êx.33.19). Bem como de forma justa: “Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?”. (Pv.24.12).

UMA PALAVRA FINAL

A Teologia Relacional é uma tentativa fracassada de responder questionamentos da vida que não compete a nós (Dt.29.29; 1Co.13.12; Rm.11.33-36). Nota-se que as tragédias, enfermidades irreversíveis e fatalidades da vida são os seus principais argumentos. No entanto, não se observa que em contra partida há um número expressivo de testemunhos de curas, milagres e livramentos que ocorrem em nossas vidas também. A informação que a Bíblia nos passa nessa obscuridade é que o pecado trouxe consequências desastrosas para a Terra e para o próprio homem (Gn.3.17; Rm.8.20-22), resultando em morte (Rm.5.12; 6.23), o afastamento de Deus (Rm.3.23), enfermidades (Sl.38.3), os esfriamento do amor (Mt.24.12), escravidão espiritual (Jo.8.32-36; Ef.2.2,3) e etc.

Bibliografia:


Revista Defesa da Fé 75a edição do ICP, pág.18-22.
Bíblia eletrônica Standard 2G e Online 3.0 com léxicos grego e hebraico de Strongs
A Natureza e o Caráter de Deus, da editora Vida, escrito por Winkie A. Pratney.
Coleção de cinco volumes da Séria Apologética do ICP.
A Teologia Relacional e A Onisciência Divina, pr. Ricardo Gondim: visualizar texto compilado
Bíblia versão Almeida Revista e Atualizada.
Manual de Escatologia, da editora Vida, escrito por J.Dwight Pentecost.
O que é Um Arminiano? Da edição de Thomas Jackson da obra The Works of John Wesley, 1872.
Teísmo Aberto, uma teologia além dos limites bíblicos – editora Vida.
O Canto de Sereia do Teísmo Aberto - Silas Daniel

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