segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O CRISTÃO DEVE TER A POSSE DE ARMA DE FOGO?



Existe uma polêmica criada entre os evangélicos que a posse de arma não é coisa de cristão porque é pecado matar. Vamos lá: A princípio, ser socialista ou comunista é uma traição ao cristianismo. Pois essa linha esquerdista só fez mal a fé cristã. Foi o pai dessa ideologia que disse: “A religião é o ópio do povo” (Karl Max). Em outras palavras, pra ele a religião é uma droga que entorpece a população para os reais problemas da sociedade. O marxismo cultural muito mais ainda produzindo literatura, arte, jornalismo, TV, mídia, até por meio da justiça, ideologias que contrariam os princípios da fé cristã e censurando a mesma. Segundo, é pura hipocrisia puxar um discurso de desarmamento e depois votar em candidatos que defendem o aborto. Pois a Bíblia diz: "Não matarás". (Êx.20.13 Bíblia Hábil). E mais, o próprio marxismo clássico pegou em armas para promover a revolução em todo o planeta terra. Agora eles vêm com o discurso sob a nova roupagem de marxismo cultural e querem agora que as pessoas se desarmem. Tem que ser muito desinformado para não perceber que o marxismo cultural na verdade tem outros interesses, pois desarmar a população atende as necessidades marxistas de implantar seus planos: acabar com a filosofia da propriedade, possessão bens e defender os criminosos como vítimas da sociedade. Ora, como fazer isso se os proprietários de terras, bens, pais de famílias e empresários estão armados?

Sobre a colocação de alguns cristãos do mandamento “não matarás” como contrário a posse de arma, ele não fere o direito da legítima defesa, uma vez que o próprio Cristo disse aos discípulos: "Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma". (Lucas 22.36 Bíblia Hábil). Os comentaristas bíblicos não entram na questão da posse de arma nesse verso, preferem ir para o âmbito de que Jesus fazia uma simbologia de que os discípulos tinham que se defender, porque os discípulos não estavam aqui sendo expostos a uma situação civil de violência criminal comum, mas a uma situação de perseguição cristã – fato este em que todos nós como cristão não devemos pegar em armas para nos defender uma vez que estas não devem ser usadas no contexto de perseguição cristã, porém apenas em defesa contra a violência criminal comum. Entretanto, o fato de Jesus pedir aos discípulos a comprar arma é uma prova bíblica de que, não sendo para fins criminosos, o ato em si é focado na legítima defesa pessoal e de nossos familiares contra criminosos.

Quando Deus disse "não matarás" (Êx.20.13) é uma tradução do texto hebraico: "Lo tiretsach" onde "tiretisach" é uma flexão da raiz hebraica "ratsach" (sufixo) que quer dizer: "matar, assassinar, cometer homicídio" (Léxico de James Strong). Ora, a junção dessa definição com o contexto bíblico de Lucas 22.36, conclui-se que o "não matarás" contido na maioria das traduções brasileiras quer dizer "não assassinarás", e o ato de legítima defesa não constitui um pecado. A expressão "não matarás" é uma tradução vaga, matar o quê? Formiga, barata, seres humanos? Se for seres humanos, como fica a legítima defesa?

O comentarista bíblico falando sobre Êxodo 20.13 diz: “Esse mandamento proíbe o homicídio. Ver no Dicionário o verbete Punição Capital. O Antigo Testamento justificava, contudo, certas formas de homicídio. Um escravo podia ser morto sem que seu proprietário fosse punido (Êx.21.21). Quem invadisse uma casa podia ser morto, sem sanções contra quem lhe tirasse a vida (Êx. 22.2). O sexto mandamento não proibia os sacrifícios de animais. Matar alguém, durante as batalhas, não era considerado um crime (Dt.20.1-4)”. (Russell Champlin). Recomendo ao leitor ver o vídeo no YouTube sobre essa problemática aqui: https://youtu.be/cVb9SS-k0Gw e também o seguinte artigo: http://www.icp.com.br/df28materia1.asp

O que Deus condena do referido texto não pode contradizer o que ele diz em outro: “Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue”. (Êxodo 22.2). Temos aqui um claro texto sobre a legítima defesa. Que não visa à morte do ladrão ou bandido, mas, se preciso for este será morto e o que se defende não será culpado. Principalmente durante a noite. Vejamos o comentarista bíblico sobre esse verso: “Supõe-se aqui, como é costume dos ladrões, que eles atacariam à noite. Ninguém podia saber quais seriam suas intenções. Talvez abrigassem ideias homicidas no coração, e não somente o furto, pelo que poderiam matar alguém para obter o que quisessem. Portanto, era permitido defender a própria residência de um ladrão que a invadisse durante a noite. Um israelita tinha o direito de matar um ladrão invasor apanhado no ato da invasão. Não será culpado do sangue. Este versículo reconhece o direito de defesa do lar contra arrombadores e invasores. A palavra hebraica aqui traduzida por ‘arrombando’ dá a noção do ato de escavar uma parede, sem importar se de uma casa ou de uma cidade. O ato, pois, era premeditado e potencialmente violento. Tal homem ficava sem o direito da proteção divina, por haver quebrado o código social. Não mais podia ser considerado um membro da sociedade. Antes, tornara- se um inimigo do bem público”. (Russell Champlin).

Sendo assim, o que a frase “não matarás” quer dizer é “não assassinarás” que é o crime premeditado, planejado para matar o próximo sem qualquer vinculo com defesa de seus familiares, a sua integridade pessoal ou de bens materiais, mas a morte de alguém pelo qual o que mata, faz por ódio. Foi por isso que Cristo aperfeiçoou esse mandamento ao dizer: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno”. (Mateus 5:21-22 Bíblia Hábil). A palavra grega que o apóstolo Mateus põe para “matarás” vem da raiz grega “phoneuo”, que segundo James Strong, quer dizer: “matar, assassinar, cometer um assassinato”. Ora, mas o que é um assassinato? É um ato de legítima defesa? Não. É um ato criminoso de tirar a vida de outro por ódio ou outros interesses que não são de defesa pessoal, mas de violência – A raiz dessa segunda palavra é bem relevante, veja: “A palavra violência deriva do Latim ‘violentia’, que significa ‘veemência, impetuosidade’. Mas na sua origem está relacionada com o termo ‘violação’ (violare)”. (créditos de https://www.significados.com.br/violencia/). A violência é antítese da defesa pessoal, pois quem se defende de um ladrão, estuprador ou assassino, seja com uma arma de fogo ou com um pedaço de pau, é quem está sendo violentado e não o contrário.

CONCLUSÃO

O cristão é pacífico, mas ele não é obrigado a deixar ser violentado. Sempre que for necessário se defender, seja por posse de arma de fogo, artes marciais ou o que puder usar em sua defesa, ela não deixou de ser pacífico, apenas está preservando-se de ser violentado. Claro que falo isso em termo de uma situação civil de violência criminal comum. O que quero dizer com essa frase? Que é uma questão puramente de criminalidade na sociedade e não o caso de perseguição cristã. Onde nesse caso, o martírio é a melhor resposta cristã aos seus agressores:

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”. (Mateus 5:10-12 Bíblia Hábil).

Aqui no Brasil a posse da arma de fogo existiu até 2003, entretanto, aderiu-se a lei do desarmamento, algo que hoje o presidente atual do país tenta resgatar esse direito do cidadão de bem. Uma vez que a arma legalizada nunca foi uma opção dos bandidos, geralmente eles têm armas ilegais por meio do contrabando e tráfego ilegal dessas armas. De 2003 pra cá a criminalidade continua e até pior, portanto, a revogação da lei da posse da arma não mudou o cenário de violência do país. O seu possível retorno é uma condição em que muitos evangélicos estão debatendo, mas que, conforme escrevi aqui, os argumentos contrários à posse de arma são inócuos. E dizer que a posse de arma de fogo irá resultar no aumento do feminicídio ou violência doméstica, isso é uma hipótese, mas não um fato, pois quando se tem a inclinação para o ódio, para a violência, a arma de fogo não é o vilão da história, pois facas de cozinha e outros objetos cortantes são muito mais usados nessa prática do que a arma de fogo em lugares onde a posse dela é legal.


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Um comentário:

selmassp disse...

Sou Católica, e acho que todos tem direito à defesa, tirar isso de uma pessoa é ir de encontro ao que foi ensinado por Jesus. É claro que precisa haver controles e seguir protocolos para isso.