segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PROPOSTAS DE REFORMA DA IGREJA INSTITUCIONAL - PARTE III














Trechos de minha monografia:

Por um fim a disputa denominacional 
“A maioria das igrejas cresce por competição e não pela evangelização e, com isso, o Reino de Deus não cresce. Só se muda o peixe de aquário”. (ROMEIRO, 2014). Esta frase tão contemporânea e cada vez se aplica a mais igrejas. Muitos líderes evangélicos hoje não querem mais ganhar vidas para Cristo. Querem membros. E, se possível, já batizados e dizimistas constantes. A igreja caiu no mundo indecoroso do proselitismo. Vive-se uma era de disputa entre líderes evangélicos. A luta não é contra o reino das trevas, o mal ou o mundo, o proselitismo ofusca essa visão em muitos líderes religiosos. 

Se há o desejo de uma reforma na instituição religiosa, tem que se resgatar o amor e compaixão pelas vidas não convertidas, não cristãs. Deixar de assediar membros pertencentes a outras igrejas e praticar o evangelismo genuíno: proclamar o evangelho de Cristo ao ímpio. 

Consequentemente com sua conversão, discipular e batizar esse novo cristão. É interessante realizar uma análise da origem dos membros. Contabiliza-se quantas vidas foram batizadas em determinada denominação desde os primeiros anos de sua fundação e depois observa-se quantos membros existem nessa instituição hoje. Se o número de membros for superior aos que foram batizados, estes são membros oriundos de outras denominações.

Buscar unidade teológica 
Pergunta-se: “Cadê os concílios da igreja?” Tem gente que pensa que a igreja sempre foi essa “salada” teológica que é hoje. Não. No período posterior a era apostólica, a igreja estava dividida quanto à doutrina de Cristo. Uns diziam que ele era uma criatura divina, outros alegavam ser Cristo apenas um ser humano, outros criam que ele era Deus, mas jamais seria homem. Entretanto, as discussões convergiram para os concílios e deles procedia uma palavra final.

Hoje em dia não querem fazer mais isso. Por causa da sociedade pós-moderna influenciando a igreja por meio da ortodoxia generosa e de lideranças descomprometidas com a ortodoxia bíblica. Num mundo onde a verdade é relativa, onde não há uma definição ou singularidade de ideais, a criação de um concílio buscando dar fim as divergências teológicas das denominações evangélicas não empolga mais. “Cada um fique com sua verdade” é a frase da civilização pós-moderna. E a igreja, que foi tão advertida nas palavras do apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm.12.2). Agora se encontra fazendo exatamente o contrário do que foi advertido.

Trabalhar vida cristã na comunhão dos santos 
Nota-se nitidamente que os cristãos congregados, pertencentes à igreja institucional, têm um péssimo relacionamento uns com os outros. Esse fato tem contribuído muito para o crescimento de “desigrejados” no mundo. É preciso entender que, para toda boa convivência, é extremamente necessário colocar-se no lugar do outro. 

A vida de Cristo foi toda pautada desta forma. As Escrituras dizem: “o qual a si mesmo se deu em resgate por todos”. (1Tm.2.6a). “o qual a si mesmo se deu por nós”. (Tt.2.14a). “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1.14a). “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”. (Fp.2.6,7). Entretanto, os “cristãos” (seguidores de Cristo) não copiam o nobre modelo do mestre. 

Exortado sobre a importância de se congregar, certo irmão respondeu: “Eu estou desanimado, a gente vê tanta coisa errada na igreja. Dar nem vontade de ir. Lá tem pessoas falsas demais”. Se a vida cristã na comunhão do santos não for trabalhada na igreja esses comentários jamais irão cessar. 

Entretanto, o tal irmão deveria também ver que a igreja de Cristo não é uma comunidade de perfeitos. Que inclusive ele não faria parte se assim fosse por ser também um imperfeito. Assim, quando se afirma: “eu vejo tanta coisa errada na igreja”, deveria se incluir também dizendo: “eu vejo tanta coisa errada em mim”. A igreja é uma comunidade de imperfeitos que servem e adoram ao Deus perfeito. 

“Cristianismo é sempre um circulo de: pedir perdão, perdoar e ser perdoado” (BARBOSA, 2014). Isso também deve contribuir na comunhão dos santos. Se um cristão não pratica essa rotatividade, jamais terá uma comunhão plena dentro da igreja. A alternativa sempre será de se afastar da congregação.

A vida cristã também envolve o fruto do Espírito que, caso não seja trabalhado na pregação e na vivência da igreja, não haverá comunhão dos santos, mas convivência de carnais. Paulo ensinou aos gálatas: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. (Gl.5.22). Todas essas virtudes, que são resultado (fruto) da ação do Espírito Santo na vida do salvo, com certeza facilitarão os relacionamentos e contribuirão com a comunhão dos santos.

Russell Shedd (2014. P.30,32), ousadamente escreve: 

Os reformadores reagiram contra a doutrina da Igreja Católica Romana que sustenta que há sete sacramentos. A Reforma se posicionou firmemente no princípio de que havia apenas dois. Esses meios da graça eram a Palavra pregada e a Santa Ceia celebrada. Por meio da pregação fiel da Palavra o cristão cresce na graça [...]. Pela celebração da Ceia o cristão examina sua vida, confirmando sua fé [...]. Tem sido observado corretamente que os reformadores se esqueceram de um dos mais úteis meios da graça que seriam os irmãos na fé. [...] Os membros da igreja tem a santa vocação de encorajar os que se enfraquecem na fé.


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